quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Pior dos Pecados: A INVEJA.


"Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro."


Hipócrita eu seria se dissesse que nunca senti inveja de quem quer que fosse.
Que não gostaria de ter a beleza de uma Giselle Bunchen, a grana da Jenifer Lopes e o marido da Victoria Beckham (sem a filharada toda, claro!)!
Claro que algumas vezes me comparei com outras pessoas e me perguntei porquê eu não posse ter aquilo também?

Falsa, mentirosa, seria eu, se dissesse que não.

Mas por mais que, meu espírito imperfeitíssimo ainda em processo de evolução, entende que isso é ruim e inferior, ele acaba por sentir essas coisas, mesmo sem querer. Coisa rápida, de um milésimo de segundo de pensamento! Mas o suficiente para admitir que sim, às vezes esse mal assombra meu coração...

Uma vez eu li uma história de dois homens, moradores na mesma cidade: um deles muito invejoso; o outro, muito avarento. O governador da cidade mandou buscá-los à sua presença, prometendo conceder a ambos tudo que desejassem, sob a condição de que aquele que pedisse primeiro receberia o que pedisse, e o outro receberia a mesma coisa, em dobro. O invejoso não queria ser o primeiro a pedir, para que o outro não recebesse mais que ele. Mas, instado a isso, pediu o invejoso que um de seus olhos fosse vazado, para que seu companheiro perdesse ambos os olhos! (que horror!)

Algumas invejas são sadias, aquelas que apelidamos de "inveja branca", pois curtimos tanto algo que tenha ocorrido na vida de uma pessoa querida que dizemos que invejamos, mas porque admiramos e não porque gostaríamos que fosse conosco ao invés de ter sido com ela.
Mas muita das vezes, observamos o contrário. Irmãos se duelando por inveja, sócios se destruindo, famílias destroçadas e relacionamentos infernizados pela maldita inveja.

Já era de se esperar quando se trata de um dos "pecados capitais" que não tem como ser nada muito agradável e saudável a vida.

Segundo Hammed em seu livro As Dores da Alma, escrito por Francisco do Espírito Santo Neto, "A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. É uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem."

Sempre alegamos que queremos a felicidade.
Mas como seremos felizes carregando no coração sentimentos doentios como esses? Que ultrapassam a condição de saudável?
Como pode algo ser bom e te fazer bem quando este faz mal a outra pessoa?

Amigo ou amiga, presta atenção!
A gente perde tanto tempo cuidando da vida dos outros, do marido dos outros (gostou, né?), da casa, dos filhos... sempre dos outros... que onde ficamos nessa história toda?
Como você pode sentir prazer em possuir aquilo que pertence a outra pessoa?

Então porque você não pega sua vassourinha ou qualquer outro instrumento de trabalho e vá conseguir pelo seu próprio suor as coisas que deseja?? Heim?

Fato. A inveja só atrasa! 

#Fato


Vamos lá, leitores! Coração novo e limpo pra viver nossa vida... Bjuuu!!!




terça-feira, 28 de junho de 2011

SÓ TENHO 1 PROBLEMA: EU!!!!

Certa vez, eu estava cheia de problemas, cabeça confusa... e alguém chegou perto de mim e me apresentou uma imagem perguntando o que eu via.
A imagem era esta:


E pergunto agora a você:
O que você vê?


(um tempo pra você responder, tá?)


Bem, você pode dizer milhares de coisas que venha de sua cabeça criativa. Mas se for uma pessoa "normal", com certeza dirá que vê um ponto preto.
Nada de formiguinha, Batman... só (eu disse só) um ponto preto.
Na época, eu disse isso. (Oba, sou normal!)
Foi aí que ouvi uma resposta interessante que fez contato direto com aquilo que eu estava vivendo no momento: meus problemas.
O buraco ao centro é o meu problema e é tudo o que vejo. Esqueci completamente de tudo que havia à volta (ainda acho que nada!) simplesmente porque eu não via nada além do ponto preto ao centro de um fundo branco. Nada!
E esse alguém me disse que eu deveria aprender a não focar tanto nos meus problemas, que minha lanterna deveria se abrir e não focar uma única imagem. Aquela, que me prejudica e incomoda.

Então, fui apresentada a outra tela. Veja esta:


Uma suposição de tudo que existe à minha volta e que eu não via, devido à minha fixação ao meu problema.
Onde está o ponto preto agora? Claro, continua ali, no centro, posso ver.
Mas ele agora não é tudo o que vejo. Ele apenas está misturado em meio a tantas outras coisas que vejo e com as quais convivo.
Não pode ser tão difícil assim se entendermos a lógica dessa técnica.
Os problemas são maiores quando permitimos que sejam.
Devemos acender a luz do ambiente ao invés de andarmos com nossas lanternas e seus focos limitadíssimos que só nos prejudicam. (e como!)

Uma vez abalados por um tropeço, não quer dizer que nossa vida inteira se perde girando em volta dele.
Não, criança!!
O jeito é levantar, erguer a cabeça e continuar a caminhada!
Temos a capacidade de nos renovarmos todos os dias e podemos fazer isso. E essa força, essa capacidade não está em mais ninguém, só dentro de nós mesmos.

Então vamos lá!!!
Tira esse pijama ridículo, arruma esse cabelão e pé na rua!
A vida não pára porque você se machucou ou porque está quase enlouquecendo por causa do problema.
Enquanto sua cabeça não relaxar, você será incapaz de encontrar a solução que tanto precisa.
Vamos à luta!!!

Beijooo no coração!!!!!

\o/


 

segunda-feira, 27 de junho de 2011

DESPEDIDA



Não gosto de despedidas. Da mesma forma que não gosto de surpresas, realmente não gosto de despedidas.
Detesto ver as costas das pessoas quando se afastam por muito tempo acompanhado de um aceno.
Será que existe alguém que goste?
Nem sei.
Só sei que o responsável por isso tudo, sempre serão a dupla: Apego e Hábito.
Quando se tem alguém por perto, você se apega e quer ela sempre ali, ao seu lado.
Quando se acostuma com a presença dessa pessoa, você não quer que ela jamais vá embora.
O problema é que nos esquecemos que cada pessoa tem seu caminho traçado, um caminho a percorrer e nem sempre é ao nosso lado.
Nesse caso, a despedida sempre será presença marcante em nossas vidas.

Passei uma temporada em uma pousada na Serra do Cipó, aqui em Minas, e fiquei um tempo a observar justamente isso: A vinda e a ida de hóspedes.
Sentada na varanda, após quatro longos dias de feriado, eu observava as costas deles e me perguntava se eu estava gostando daquilo.
Percebi tolamente que não. Que mesmo tendo conhecido aquelas pessoas em alguns dias apenas, habituado com a presença delas ao acordar e ao dormir, eu não gostaria que essa hora chegasse. A hora da partida.
Ridículo? Pode ser!
Mais ridículo ainda eu me apegar tão rápido a presenças e, ao invés de deixar, sou deixada, pois vejo partirem primeiro...

Mas esse é o movimento natural da vida e, por mais ruim e incômodo que possa parecer, é assim que as coisas funcionam. Através da mudança.
O quadro muda, as imagens, os rostos...
Nossa vida é como aquela pousada.
Muitas pessoas chegam e muitas outras vão.
Lidamos com a despedida a todo momento!
Despedidas que duram algumas horas, e tem aquelas que duram uma vida inteira...
Quando você pensa que está sofrendo pela partida de um, outro chega te estendendo os braços com aquele sorrisão no rosto, te provando que a vida continua e que as mudanças são necessárias.
Os sentimentos bons sempre ficarão. Pra onde quer que a pessoa querida tenha ido, sempre existirá o sentimento bom que uniu vocês.
Devemos aprender a libertar as pessoas!
E quando estivermos diante de um aceno, de um olhar de despedida, nos restará apenas, no lugar daquela dor egoísta, um suspiro profundo, abençoando os caminhos daquele que parte e agradecendo a Deus pela linda oportunidade de compartilhar parte de sua vida ao lado desse alguém.
Que tenhamos o coração aberto, juntamente dos braços, para recebermos os novos que virão.

"O amor não é algo que você possa fazer. Mas, quando fizer outras coisas, o amor acontecerá."
(Oriah Mountain Dreamer)

;-)

sábado, 25 de junho de 2011

COMO PERDOAR?



"Márcio cobriu os olhos com as mãos, respirava rapidamente, estava confuso demais.

_ Como perdoar? Como perdoar? Como? _ perguntava.
_ Perdoando, meu amigo. Perdoando como somos perdoados por milhares de vezes por nosso Senhor, que nos vê e que sabe de nossos erros. Ele nos perdoa sempre e repetidas vezes, nos dá a oportunidade de começarmos vidas novas. Dá-nos oportunidades de consertarmos tudo de errado que cometemos ao longo dos anos e dos séculos... Pense! Quantas vezes não teremos nós pecado contra tudo e contra todos? Quantas vezes não teremos matado, ofendido, magoado, traído e apesar disso, recebemos de Deus a chance de consertarmos nossos erros? Por que então nós, tão pequenos diante Dele, não podemos perdoar a um nosso irmão que errou?
"Se ele sempre nos perdoa, porque não perdoarmos também? Convém agora a nós, seres imperfeitos, condenarmos? Não, meus amigos! Cabe a nós, perdoarmos e oferecermos nossas mãos àquele que sofre. É o que quero que entendam. Saibam perdoar esta moça, para que nunca guardemos no coração o arrependimento de termos falhado."

"Para que nunca guardemos no coração o arrependimento de termos falhado..."

Esse é o trecho de um dos romances que escrevi há um tempo. Este, atualmente, se encontra em uma editora ainda passando pelo longo processo de avaliação. Um grande sonho meu.
Mas a trama que envolve os personagens é de tão grande expressão, que em diversos momentos eles se vêem diante da palavra "Perdão".

Como perdoar? Eis a pergunta.
Perdoando. Eis a resposta.
Como esquecer?
Esquecendo.
Como perdoar aquele que tão gravemente nos feriu, que arruinou nossa vida, que nos fez chorar, que nos traiu?
Como perdoar? Você deve se perguntar.

É verdade que não é fácil, como nada é fácil nessa nossa jornada.
Mas, se cada vez que alguém nos ferir, guardarmos no peito o peso do rancor e a certeza de que jamais perdoaremos, acredite que, em pouquíssimo tempo, nos tornaremos uma criatura amarga, cruel, infeliz e sem alma.
Como perdoar? Você ainda assim se pergunta.

Tenha calma.
Saiba que as pessoas são imperfeitas, que elas erram, que são egoístas e que maltratam e abandonam. Mas lembre-se que você também é imperfeito, que também erra, também é egoísta e que provavelmente já maltratou e abandonou mesmo sem perceber.
Viva a sua vida da melhor forma que puder. Arranque do coração todo e qualquer sentimento ruim de mágoa ou rancor. São como ervas daninhas crescendo sobre seu coração e tornando sua vida mais triste.

Não digo nunca que tudo isso seja tranquilo de se fazer, porque pra mim também é difícil. Mas eu sei, que hoje me considero uma pessoa melhor por não sentir ódio, nem mágoa de ninguém.

Resposta a pergunta: Como perdoar?

"Perdoando como somos perdoados por milhares de vezes por nosso Senhor, que nos vê e que sabe de nossos erros. Ele nos perdoa sempre e repetidas vezes, nos dá a oportunidade de começarmos vidas novas."
(Trecho do romance escrito por mim: Alma em Pedaços)

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O VÔO DAS PALAVRAS...



Recebi a notícia de que há dois dias meu tio por parte de pai sofreu um derrame e está muito mal, no hospital.
Alguém contou que outro alguém contou que outro viu... que ele havia sido brutalmente ofendido no auge dos seus quase 70 anos (não sei bem sua idade).
Foi exigir o que achava que tinha direito e recebeu em troca inúmeras palavras de ódio, ofensa, humilhação, mentira ou verdade (vai saber) desencavando uma história de um passado que nem existe mais.
Humilhado, triste, ouviu aquelas palavras repetidas vezes em sua cabeça enquanto seu corpo adoecia...

Palavras.
Algumas pessoas ainda dizem: "só palavras".
Acredito que elas desconhecem a força que cada uma tem.

Jesus, quando foi ceiar na casa de um asseado fariseu ou escriba, nem sei ao certo e também não pesquisei, espantou a todos quando ceiou sem lavar as mãos.
E foi aí que ele disse que o que entra pela boca não faz mal ao homem, o que prejudica é aquilo que da boca sai.
Lúcido, sábio, ele sabia como ninguém o poder que habita nas palavras.
O poder que elas têm de ferir, seduzir, corromper.

Fico pensativa porque, eu sempre fui rápida nas palavras, nos argumentos, sempre falei e ainda falo o que não devo e em momentos inoportunos. Já feri pessoas que amo no momento de raiva e incertezas.
Isso sempre acontece!
Dos estranhos, engolimos sapos. Mas é sobre os que amamos que destilamos nosso veneno e nem sempre elas compreendem.

No momento em que aquelas pessoas (também conhecidas nossa de muitos anos) disseram o que disseram para o meu tio, não imaginaram o mal que causariam. Não imaginaram o quanto esta atitude impensada caminhou, até chegar a um, a outro e outro... e a nós, hoje, contaminados por essa situação.

Não existe dor maior, ferida maior que aquela criada por uma palavra proferida com a intenção de ferir. Abre chagas eternas que nenhum ser humano consegue reverter.

Somos todos afetados por elas, pelas benditas ou malditas palavras!
Da mesma forma que enobrecem, aconselham, iluminam... destroem!

Se não desejamos que façam conosco algo ruim, não devemos fazer também ao outro qualquer coisa de ruim, desagradável ou que contamine e magoe.
Difícil eu sei que é, mas impossível não.
E ainda seremos muito ofendidos, feridos, magoados por essa vida à fora! Podem ter certeza disso.
Mas o que importa nisso tudo, é que nossa consciência esteja tranquila quando o final dela se aproximar.
Isso, é o que eu mais quero...


Talvez , com nossos defeitos aparentes.
Pegaríamos à mão a esperar estendida.
E mesmo quando feridos e machucados
Entoaríamos apenas palavras de vida.
(Glória Salles)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

QUESTÃO DE PONTO DE VISTA.



Dois enfermos olham pela janela do hospital. Um só vê lama, mas o outro vê um belo jardim.
Questão de ponto de vista.
O que eu acho nem sempre é o mesmo que você acha. O que vejo, nem sempre é da mesma forma que você vê.
Podemos estar ouvindo a mesma música, mas ambos teremos emoções diferentes ao ouví-la.
É assim. Desse jeitinho a vida e as pessoas.
O que explica, claro, tantos gostos e pontos de vista que diferem violentamente um do outro.
Chato seria se todos pensassem igual, não acha?
Chato seria se eu não tivesse ninguém em vida que me apresentasse uma nova nota para compor a minha canção. Muito chato.
Só, que mais chato ainda, é você ter a sua opinião e não respeitar a dos outros!

Aceite que as pessoas são diferentes e que ninguém será ou pensará exatamente como você.
Eu posso ser mais racional, prático e você mais emotivo, sensível.
Mas isso não me dá o direito de agredir você, criticar você, querer mudar você.

Anos foram vividos, experiências e histórias foram escritas para que nos tornássemos o que somos hoje.
Todos os dias, temos a oportunidade de mudar nossa forma de pensar, já que a tendência da nossa mente, junto do amadurecimento, é enxergar novos tons a cada dia que se passa.

Mas mesmo que eu não entenda você e nem tenha os mesmos gostos e vontades, mínimo se pedir que respeite minha forma de pensar, do jeito que eu sou, sem críticas ou julgamentos que não me complementam em absolutamente nada.

Aprendamos a respeitar nosso parceiro, os gostos e vontades de nossos filhos, as manias de nossos amigos.
Impossível a convivência em um mundo onde todos os habitantes são iguais. Ninguém cresce, nada evolui.
As diferenças existem é pra isso mesmo, pra que você aprenda com elas.

Respeite as idéias e comportamentos das outras pessoas, mesmo que não concorde.
Não julgue, não condene.
Somente o outro sabe, verdadeiramente, o que se passa em seu próprio coração.

Uma linda noite aos queridos leitores...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

BUSQUE O AMOR QUE VOCÊ ENCONTRA



Nós temos mania de achar que, cada vez que se fala de amor, fala-se do amor que existe entre um homem e uma mulher. E quando não se tem o par ideal, quando ele ainda não chegou em nossa vida, alegamos não ter amor.
E aí está um dos maiores absurdos saídos da boca humana: dizer que NÃO SE TEM AMOR!

Esta frase na verdade, até agride tudo o que aprendemos e conhecemos. A natureza, as pessoas, o oxigênio.

Por vezes fico assim, comigo aqui, sentindo a falta de qualquer coisa ou a necessidade de observar com olhos minuciosos a vida.
Então, recebo um abraço da minha sobrinha de dois anos...
Um abraço tão apertado, espontâneo, que partiu dela mesma sem que eu ao menos incentivasse. Pequenina, linda, saltou em meu colo e me abraçou tão apertado que pude sentir aquilo que tanto buscamos irradiar pelos meus poros: o amor!

E percebi mais uma vez que, quem busca o amor, o encontra.
Que perdemos muito tempo idealizando um tipo de amor, aquele dos nossos sonhos, que damos pouca importância para aquele que está à nossa volta.
No café de mãe, no telefonema do amigo, na presença das pessoas que realmente se importam com você, no brilho do olhar de seus amigos, no sorriso e euforia de uma criança quando te vê...
Não existe nada tão verdadeiro quanto o saltetar de uma criança quando vê você chegar!
São tão verdadeiras e amorosas que, se fôssemos mais assim, se não tivêssemos crescido e deixado o mundo nos corromper, com certeza seríamos mais felizes...

Ainda sinto seus bracinhos ao redor do meu pescoço. Ainda sinto o amor que cresceu.
E não vou mentir que encontrar um amor assim na forma de um homem seria mil maravilhas (oh, seria!). Mas enquanto essa hora não chega, vou aprendendo a valorizar e admirar o amor à minha volta.
Aquele que me aquece o coração, que tem cheiro bom, que molha os olhos.

Observe, caro leitor...
Apenas relaxe e observe.
Se começar agora e puder contemplar as estrelas verá que elas são a maior descrição do amor já existente.
E esse amor sim, este sim, supre. Este sim, recarrega suas baterias e te faz acreditar que o bom e o belo são o aqui e o agora!

"Uma vista breve de campo, por cima de um muro dos arredores, liberta-me mais completamente do que uma viagem inteira libertaria outro. Todo ponto de vista é um ápice de uma pirâmide invertida, cuja base é indeterminável." (Fernando Pessoa - Livro do Desassossego)

Muito amor aos queridos!!
:-)

domingo, 19 de junho de 2011

FERNANDO PESSOA

Boa noite, amigos leitores!!! ;-D

Peço, encarecidamente que me perdoem, mas como estou sofrendo de uma crise temporária de alterações no meu humor, sinto que se eu escrevesse agora, com certeza, escreveria palavras desagradáveis e ao invés de ajudar você, proporcionando uma boa leitura, eu estaria contribuindo para uma péssima noite ou um dia nada legal.
E isso, NÃO É O QUE QUERO. Certinho?
Sendo assim, pedi uma ajudinha do querido Fernando Pessoa, que trouxe este texto lindo para deixar seu dia (ou sua noite, não me importa mesmo a hora que você lê isso) mais agradável e possível de se levar.

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Obrigaaada, Fernando Pessoa!!!
Amanhã nos encontramos de novo, amigos!! Boa noite!! ;-D


sexta-feira, 17 de junho de 2011

AMOR VIRTUAL



Nós todos, seres humanos, temos uma péssima mania de querer facilitar tudo. Tornar tudo o mais prático possível. Com essa de alta tecnologia, tempos modernos, correria, quase não se tem tempo para fazer o que há de mais gostoso nessa vida: relacionar-se.

Como princípio, todo relacionamento amoroso começa por uma troca de olhares, sorrisos, algumas palavras ao pé do ouvido, pequenos e sutis toques, tudo inebriado por uma magia chamada “sedução” que envolve calorosamente duas pessoas.
Mas nem todas elas têm optado pelo recurso tradicional. Como disse antes, a praticidade junto da comodidade, fizeram o jogo mudar.
A onda agora (já faz um tempinho) são os namoros virtuais, onde você conhece uma pessoa através de sites de relacionamento (aos montes), bate papos (inúmeros) e mantêm uma conversa através de MSN até que após um tempinho um resolve ligar para o outro e marcam de se encontrarem.
O fato é que a maioria se decepciona. Por quê? Porque é óbvio que a pessoa em movimento, o olhar, nada corresponde ao que você via numa tela de computador. Ao vivo e a cores, tem cheiro, tem imprenções que você jamais terá divididos por uma tela!

Gente, falo por experiência própria, porque numa época da minha vida cismei de ficar sentadinha horas a fio diante do PC e só teclando, conhecendo e enchendo minha mente de fantasias, porque pelo computador, vendo apenas uma foto, a pessoa se torna perfeita. Exatamente tudo que você procurou uma vida inteira. E o acontece em seguida: carência escancara o bocão e grita desesperada pelo amor que lhe é prometido até chegar o trágico dia em que você descobre que aquele rosto bonito NÃO EXISTE. Que o cara que conversa com você é outro e tem outras histórias e que tudo que você fantasiou jamais irá acontecer!

Sofri. A gente sofre a toa, bem sei. Mas sofri porque criei expectativas e caí em uma armadilha muito bem bolada, por sinal. Fazer o que? Príncipes encantados não existem, isso é mesmo fato.
E o que mais me massacrou por dentro nem foi ele ser desprovido de beleza e sem qualquer atrativo, foi simplesmente o fato dele ter mentido pra mim, ter permitido que eu vivesse a todo instante numa mentira. (Mas no fundo a culpa nem é dele, é minha mesmo. Eu que acabei fantasiando...)

Então, amigas que passam noites inteiras na internet trocando figurinhas com aquele cara que parece interessantíssimo, pode até ser que ele seja mesmo interessantíssimo, mas, façam o seguinte: não fiquem muito tempo enrolando na conversa não, pois quanto mais se falam pela net mais você cria expectativas e fantasias de alguém que pode nem existir.
Se você gosta mesmo desse lance de amor virtual, marca de encontrar logo (e leva uma amiga, tá cheio de tarado no mundo) e acaba com esse suspense. Nada como uma troca de olhares para saber se ele é ou não o homem da sua vida.

No mais, recomendo mesmo que você descole esse bumbum da cadeira e vai circular! Bares, museus, teatro, fila de banco, padaria o que for! Mas circule. Se ainda assim, conhecendo fisicamente uma pessoa, você cai em roubadas, imagina pela internet?

E uma coisa é certa: nada substitui os preliminares de um relacionamento.
Aquele olho no olho, sorrisinho e o clima irresistível de paquera que gela o estômago.
A vida real vale muito mais a pena ser vivida.



quinta-feira, 16 de junho de 2011

MOSCA AZUL OU MAÇÃ PODRE?



Meu quintal é grande. Acho que já o citei em alguns de meus casos por aqui. Temos muitas plantações, desde bananeira a hortaliças e folhas para chás. Um espaço fresco e de terra boa onde minha mãe passa a maioria das manhãs. Resolvi plantar uma pimenteira. E, por incrível que pareça, não é sobre ela nem sobre o quintal que quero falar.

Aconteceu, que eu, indo molhar o meu pequeno vaso com sementes de pimenta ansiosas pra nascer (eu, mais ansiosa que elas), avistei um inseto que deveria ser belo, mas que é horrível: a mosca.
Ela pousou bem na minha frente, roçando uma patinha na outra como se me afrontasse e dissesse: “Venha me acertar! Você não pode comigo.”
Dito e feito tentei acertá-la. Resultado óbvio: ela escapou.
Mas me fez lembrar de uma história que eu lia quando criança, da mosca e da abelha.

As pessoas ficavam encantadas quando a mosca azul aparecia batendo suas asas pequenas e refletindo suas cores através do sol. Achavam-na linda, esplendorosa, deslumbrante. Já quando era a vez da abelha, ela era enxotada pela dona de casa desesperada e muitas vezes, morta. Foi então que um dia a mosca atrevida e vaidosa, se aproximou da abelha enquanto esta trabalhava com afinco para levar material para sua colméia:
_ Olha pra você, abelha! Tão horrorosa, não pára de trabalhar um minuto sequer e as pessoas tem pavor de você!
A abelha se mantinha em silencio, concentrada no que estava fazendo. A mosca continuou:
_ E olhe pra mim! Tão bela, azul, e quando me olham ficam tão admiradas que nem percebem quando deposito minhas larvas em seus alimentos ou quando contamino suas crianças. Não sou limpinha como você, admito. Mas o que importa se sou linda mesmo assim? Do que adianta ser limpa e trabalhadora se assusta as pessoas pela falta de beleza?
Entristecida, a abelha enfim respondeu:
_ Um dia, irmã mosca, as pessoas verão que a beleza nem sempre é sinônimo de bom coração. Então, só me resta trabalhar e aguardar que esse dia chegue logo...

Antigamente eu achava, que esta história de maça linda por fora e podre por dentro era mito. Foi preciso que um dia acontecesse comigo para que eu enfim acreditasse nessa história toda. Realmente, uma linda maça, do tipo argentina sabe (aquelas que são lindas e nem sempre gostosas!), pois bem, perfeita por fora.
Lembrou-me até aquela maça divina mordida pela Branca de Neve nos contos infantis. Tão perfeita que levei horas para abocanhá-la só admirando sua beleza, seu brilho, sua vermelhidão incandescente e seu perfume embriagador.
Bastou uma única mordida para reparar que ela estava completamente apodrecida por dentro. Sabor ruim e aspecto terrível. Quem podia imaginar? Foi impossível consumir. Restou apenas para a amiga maçã, o lixo.

Se essa história comprovada por mim é verídica nas frutas, imagina só no ser humano? Muito mas muito mais fácil de se encontrar um recheio podre escondido em uma casca bela e perfeita.
Infelizmente, somos encantados com a beleza e, até que soubemos que aquela criatura não é verdadeiramente perfeita, já nos jogamos no abismo de nossas ilusões, loucos a procura da imagem que criamos e idolatramos tanto.
Nem sempre beleza é sinal de bondade, humildade e bom caráter. Não existem príncipes e princesas (perfeitos por fora e por dentro) e, se por um acaso alguém encontrar algum, COMPARTILHE! (risos)
Acreditem meus amigos, existem príncipes em corpos de sapos e de corcundas!
Talvez, se todos passássemos por essa hipnose, escolheríamos menos e seriamos envolvidos e levados pelo interior das pessoas, pelo que de bom elas tem para oferecer ao mundo e não por seus corpos perfeitos e bem torneados, muito menos pelo rosto bonito que nem sempre tem a expressão que buscamos.


;-)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ESCULPINDO ALMAS

Mais uma pancada. Outra. Uma espécie de martelada que te deixa tonto por um tempo. Mais uma martelada. Dessa vez, não tão forte como as outras. Mas fez barulho. Estremeceu.

As esculturas feitas em pedra são sempre moldadas de acordo, conforme cada martelada do escultor. Cada pancada, uma nova forma. E muitas outras pancadas vêm sobre a pedra virgem e feia afim de ser trabalhada, esculpida, moldada em peça única e bela.
Com os diamantes funciona da mesma forma. Muitas pancadinhas, polimentos, lixas, até que aquela pedra bruta e sem forma torne-se linda e cobiçada.

Nem sempre as coisas dão certo em nossa vida.
Nem sempre tudo corre da forma como almejamos. E cada vez que esses sonhos são desfeitos, cada vez que recebemos um não ou “não deu certo” “Tenta mais tarde” “Dessa vez não”, é uma martelada que a vida nos dá.

A finalidade é óbvia. Que você seja esculpido ao ponto de se tornar algo belo, experiente e cheio de valor. Melhor do que é hoje.

Deus é o grande escultor da vida.
Em suas mãos, as ferramentas perfeitas para a correção na vida de cada um de nós.
E como toda martelada (pancada) sentimos dor, sofremos e achamos muitas vezes que estamos sendo punidos pelo Grande Escultor da Vida.
Mero engano, meus amigos!

Hoje, mais uma vez, senti uma martela sobre minhas costas e pensei que era por maldade que as coisas não deram certo. Mas foi aí que me lembrei do sofrimento das esculturas, da semente sufocada na escuridão até encontrar a luz, das pedras preciosas até chegarem ao ponto em que as vemos nas lojas, do ferro e do vidro que passam pelo fogo ardente para ganharem forma... E eu ficaria aqui até amanhã mencionando os diversos exemplos que a natureza nos dá.
Então entendi que as dores que sinto hoje me preparam para um futuro diferente. Um futuro belo onde poderei brilhar, onde poderei ser alguém melhor de corpo e de alma. Onde aprenderei a valorizar esses dias de hoje que sinto dor ao invés de alegria, que me decepciono comigo mesma, que pouco acredito em mim.

Seremos todos, como um diamante, uma bela escultura de madeira ou de pedra (como preferir) onde teremos passado por muito, sofrido muito, mas chegado enfim à perfeição e a beleza de espírito, pois que cada obstáculo (pancada) que recebemos hoje na vida são apenas pequenos professores que nos ensinam a viver, pequenos guias que nos mostram o caminho de volta pra casa...

terça-feira, 14 de junho de 2011

SURPREEEESAAAA!!!!


Tem dias que a gente recebe surpresas boas e lembra que a vida não é aquele quadro torto pintado com cores tristes.
A gente lembra que ela é muito mais do que parece se a virmos em seus menores detalhes.

Eu sou uma pessoa que não gosto de surpresas, devo admitir. Sempre acho que devo e tenho de saber o que esperar da vida ou as coisas que vão acontecer. Tentando relaxar e não preocupar, vou levando meus dias. Mas faço de cada gesto aquilo que eu realmente gostaria de fazer, para não haver surpresas nem da minha parte.
Festa de aniversário surpresa? Maluquice. Não aprecio. Não sei ao certo por que. Talvez a idéia de eu não saber como reagiria diante da situação e por não estar sempre pronta para o flash da próxima foto.
Talvez seja mania de perfeição, o que não é nada agradável uma vez que os perfeccionistas, assumidos ou não, sofrem em dobro as provações da vida.
Perfeccionista ou não, casa desarrumada, cabelo desgrenhado, recebo uma visita. A sorte é que as pessoas que me conhecem sempre me ligam antes. Só que este foi há 10 minutos antes, já estava no caminho.
Visita boa, bom amigo, boa conversa que nos rendeu algumas gargalhadas e matamos as saudades dos nossos papos.
Sendo assim, fecho o portão e venho para o computador escrever sobre como as surpresas (algumas) podem ser agradáveis e que não são um bicho de sete cabeças.

Pode ser gostoso sermos surpreendidos com um beijo, uma flor, um presente ou um “eu te amo”. Algumas vezes, a surpresa de ver seu namorado com outra pode te marcar uma vida inteira. (não desejo pra ninguém!)

Surpresa. Surpreeeeesaaa!!!!


Preciso lidar com isso e se você também não gosta de surpresas, deve aprender. Sabe por quê? Porque como muitos dizem, a vida programada não tem a menor graça. Não gosto de surpresas, mas também não programo nada. Vai entender.
Só sei que a vida tem muitas coisinhas que fazem dela gostosa de viver. Essas pequenas coisas estão no abraço de uma criança, nos bracinhos dela ao redor do seu pescoço, na presença de um amigo e do último olhar dele quando vai embora, num café quentinho preparado por sua mãe de manhã, no companheirismo entre as pessoas, no verde alegre das folhas ao serem molhadas, na luz do sol refletindo em seus cabelos...
A vida pode ser melhor, uma eterna surpresa. Onde sorriremos e choraremos por nunca saber o que virá no dia seguinte. Inevitável fugir de sermos surpreendidos. Inevitável. Tenho certeza disso. E agradeço às surpresas (boas ou ruins) mesmo que eu não goste muito delas.

domingo, 12 de junho de 2011

NÃO CHOVEU AMOR PRA VOCÊ HOJE?



Eu devia terminhar este dia escrevendo um post a respeito daquilo que se foi: o tenebroso dia dos Namorados, ouvindo uma canção melodramática e acompanhada de uma bela taça de um bom Merlot.
Mas não. Posso até estar ouvindo uma canção que doa os cutuvelos, mas não estou acompanhada de um merlot. (pena!)
Só que, infelizmente, acabo me pegando escrevendo a respeito dele. O Dia dos Namorados. De certa forma. Vai entender.
Mais um dia criado pelo comércio para que tenham um motivo a mais para encherem de ouro seus bolsos.
Tanto faz, na verdade. O que importa, é que muitos "enamorados" hoje se encontraram, trocaram presentes e algumas declarações. O que importa é que algumas pessoas vão dormir contentes por passar o Dia dos Namorados com um, ou uma, namorada.
Mas uma boa porcentagem da população, simplesmente não se importa. Casados há muitos anos, solteiros há muitos anos, nem sequer se lembram que esse dia existe. A menos, claro, pelos incessantes comerciais no rádio e na TV.
Outra porcentagem, não aquela que está com um parceiro e nem a que não se importa, sofre de uma solidão crônica e queima fulminantemente em dias como esses.
Na verdade, pra mim não faz muita diferença. Mesmo.
Me convenci severamente que estar só não faz de mim uma pessoa infeliz. Pelo contrário. Aprendo muito estando comigo mesma e, de certa forma, mais aberta ao mundo e as experiências que ele possa me proporcionar. Não que ao lado de alguém isso não fosse possível. Longe disso. Mas aprendi com o tempo, e após alguns (muitos) relacionamentos mal sucedidos, que tudo vem no seu tempo certo.
Acreditei nisso e, preciso confessar: amo imensamente a idéia de não pertencer a ninguém e de não ter ninguém que pertença a mim! É maravilhoso!
Tudo bem. Sei que você que está aí choramingando apertando seu travesseiro não pensa da mesma forma.
Se sente triste, rejeitado, isolado e mal amado.
Não se preocupe. TUDO TEM O SEU TEMPO CERTO.
Sempre ouvi minha mãe dizer que aquilo que tiver de ser seu, será. 
Acredito nisso. Acredite você também.
Uma hora, você se verá esbarrando "sem querer" naquela pessoa interessante que, desajeitada, te pede desculpas e te ajuda a recolher seus livros. Ou quando você, num dia qualquer, decide ir ao cinema sozinho e senta bem ao seu lado um certo alguém, que possa compartilhar, além do filme, uma linda história de amor com você.
As histórias existem, o amor existe!
Ele só precisa de um pouco mais de tempo para ser encontrado (se já não foi. Repara aí, viu?).

Então, esse post não vai para os que não se importam, nem para os que se dizem felizes. Este post vai para VOCÊ que está sozinho, sofrendo de uma baita dor de cutuvelo.
É melhor sair dessa cama e partir pra outra! Podia ter aproveitado os diversos Bailes de Solteiros que rolam nesse período. Talvez, valesse a pena.

Repito:

O QUE TIVER DE SER SEU, SERÁ. NO TEMPO CERTO.

Quem sabe no próximo ano?
Mas enquanto isso, vê se pára de sofrer e de escutar essas músicas piegas (tipo as que estou ouvindo)!!
Uma hora, esse amor que você busca, choverá no seu gramado...

Um beijo cheio de amor para os meus leitores!! (Tô doando amor! rsrs)

  

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Meu Chinelo Lilás...



Ele era um tipo havaianas daqueles baratinhos que a gente encontra em qualquer banca nas lojinhas do Centro.
Meu chinelo. Lilás e com uma florzinha do lado. Ganhei da minha irmã num dia normal. Tornou-se o meu preferido.
Mas aconteceu que, certa feita, eu passei uns dias na casa da minha outra irmã (a que NÃO me deu o chinelo) e saí de lá na correria deixando meu mimo chinelinho de R$5,00 pra trás...
Chegando em casa foi a maior dor, mas a gente supera. Um dia, quando a minha irmã viesse nos visitar, ela se lembraria de trazer meu amado companheiro. Aquele mesmo, que descansa meus pés quando os sapatos me apertam e os saltos me torturam. Aquele que me proporciona uma deliciosa sensação de bem estar após um dia de labuta. Ele mesmo. Meu chinelo lilás...

E foi o que aconteceu após umas três a quatro semanas usando qualquer outra coisa nos pés que não fosse aquilo que eu queria e havia me habituado.
Ao receber meu lilás de volta, fiquei tão alegre dando voltas com eles nos pés pela casa que tudo o que ouvi foi a voz estralada de meu sobrinho de sete anos, perguntando:
_Tá feliz, titia??

Parei para pensar. Mas é claro que eu estava feliz! E assim eu o respondi.
Hoje, falando com minha irmã (a que me deu o chinelo) ao telefone, ouvi sua voz contente porque estava experimentando a delícia de um novo emprego, se assim posso dizer.
E tudo que quis perguntar a ela, foi:
_Tá feliz??
Era isso o que queria, está feliz agora? Você se sente feliz com isso?

Tenho certeza que ela me responderia que sim.
E o mais triste de tudo é que essa felicidade se torna quase impossível para nós, seres terrenos, de ser prolongada.
Essa felicidade que dizemos conhecer, duram momentos, às vezes segundos...
Hoje estou aqui, com meu chinelo nos pés, e quase não me lembro que o tenho. Só lembrei no dia em que fiquei sem ele. Foi aí que percebi o tanto que ele me fez falta.
Capitou a idéia?
Tudo aquilo que queremos e adquirimos na vida são como aquele chinelo lilás. Sim!!
O seu apartamento, o emprego dos seus sonhos, aquele note-book ou o carro que você trabalhou tanto pra comprar. A namorada, a aproximação da criatura de seu interesse, um luxo, um mimo... Qualquer coisa!!
A alegria dura apenas alguns instantes e logo, aquilo que te fazia feliz passa a se tornar um hábito.
Você não o valoriza tanto quanto valorizou nos primeiros minutos.
Passa a valorizar, só depois que fica sem. Que perde.
Como muitos relacionamentos por aí. (fala que não é?)
O que me faz crer que devemos aprender a valorizar tudo aquilo que temos, da forma que temos. Valorizar nossas conquistas, nossos amores e familiares. Valorizar a palavra bem dita, o carinho bem ofertado.
E mesmo que a "felicidade não pertença a este mundo" que possamos fazê-la durar, sendo verdadeira, sendo Eterna!
O "Ser Eterno" é isso.
É ter a capacidade, a sensibilidade de fazer com que somente as coisas boas e bem vindas ao coração, possam durar. Eternizar em nossa memória, nossa alma.
Observe as coisas que estão próximas de você, seja ela um objeto ou um irmão. Valorize-o. Hoje.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O SONHO DE TER ASAS...


Sinto uma dor em minhas costas. O que seria? Sinto que algo rasga minha pele... A dor é terrível. Uma dor imensa que nenhum ser humano ainda foi capaz de sentir. Algo quer sair de meu corpo, atravessar minha epiderme, nascer pelas minhas costas.

O instinto então me leva para o alto de uma montanha. Vejo o céu azul e os últimos raios de sol alaranjar todo o resto. Sinto o vento balançar meus cabelos e acariciar minha pele. Reflito. A dor ainda persiste. Aquela mesma dor as costas, na altura dos ombros, começando a me queimar. Agora a dor vem mais forte. Agora, diante desse mundão de beleza e cores, sinto que dói mais...
Por quê? Porque sinto esta dor?
Bastou apenas um ultimo chicote do vento para que ela nascesse de mim, rasgando minha pele e abrindo-se linda, esplendorosa, magnífica.

Minhas asas...
Nasceram minhas asas!
E porque doíam?

Porque antes eu era terra e agora sou ar, sou vento, sou fogo, sou água, sou LIBERDADE.
Agora posso voar.
A dor era um sinal de que algo estava errado. Que algo dentro de mim deveria se libertar, que eu deveria aprender a voar para ser livre!
Essa estória nascida de mim representa as asas que todos temos dentro de nós, prontas a qualquer momento para nascer.
Buscamos o mundo. Ele nos pertence. E para ganhá-lo devemos subir na montanha mais alta e deixar que nasçam nossas asas para que possamos voar, sentir o vento, a liberdade, ver nas alturas e sentir...
Doeram porque por milênios eu a aprisionei dentro de mim, não me permitindo fazer minhas escolhas, amar a vida como ela merece ser amada e amar a mim mesma...
Se hoje tenho asas, representa apenas, que posso viver minha vida da mesma forma que os sábios e gurus viveram as suas: livres.
Livres das opiniões alheias, livres dos meus próprios conceitos, livres da sociedade e de todo o caos que a acompanha. Livres! Livre no corpo e na alma.

Ah, como seria bom se eu tivesse asas...!
Diria para mim mesma:
_”Enfim!”

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ESSA HISTÓRIA DE CASAMENTO...



Juro que hoje não entendo porque as pessoas se casam. Casam-se por elas ou pela sociedade que exige? Você acha que não? Exige sim. Observe seus pais, vizinhos, conhecidos, amigos, parentes... Tudo que todos sabem perguntar quando você é um adolescente, é se está namorando. Já aconteceu com você? Comigo acontece até hoje. E olha que deixei de ser adolescente há tempos!
Acho que de tanto ouvir essa cobrança, de tanto ver minha tia empurrando meus primos ao casamento, que simplesmente coloquei na minha cabeça que esse negócio não é essencial a vida.
Arrumar um bom emprego, me estabilizar financeiramente, ser feliz comigo mesma e ser uma mulher bem sucedida é sim, o essencial. (casar é mais fácil, será?)

Não falo do amor, porque quando duas pessoas se encontram e compartilham de um mesmo sentimento e de uma vontade única e verdadeira de ficarem juntas e constituírem família, as coisas acontecem, sem a necessidade dessa quadrilha toda!
Mas essa quadrilha faz parte dos sonhos de muitas mulheres. Minha irmã mais velha mesmo era uma. Queria porque queria casar de véu e grinalda e subir as escadarias da nossa linda igreja Matriz da cidade de Santa Luzia, lugar onde moro há 20 anos. Realizou seu sonho, depois claro, de muita dor de cabeça e gastos. Graças a Deus, hoje ela tem uma vida conjugal estabilizada e ainda nos deu três lindas crianças para alegrar nossos dias.

Algumas pessoas acham que esses gastos valem à pena. Juntam dinheiro uma vida inteira só pra comprar enxoval e realizar o danado do casamento. Vestido de noiva, terno ou fraque para o noivo, dia de SPA para os dois onde inclui um bocado de presepada do tipo massagem, banho especial, alimentação saudável (só no dia), maquiagem, cabelo, unhas, depilação... Ufa! É muita coisa. E sem contar a festa! E nisso aí quando o casal acorda já foram vinte a trinta mil reais em um acontecimento que em muitos casos não dura um ano. Sobra nada pra lua de mel (que normalmente já tiveram há muito tempo! Rsrs).
Triste, eu sei. Vai entender a cabeça das pessoas. Acho que a festa e a cerimônia são mais para realizar um sonho da noiva e, sendo assim, chega ser mais importante que o próprio noivo.

Enfim, tudo que posso desejar, é que as pessoas levem mais a sério essa história de “felizes para sempre” sem se focar tanto nas lantejoulas e purpurinas que esse acontecimento proporciona. Que se case por eles mesmos e não para os familiares, amigos e sociedade em geral.

O amor não vem acompanhado de fogos, flashes e badaladas ensurdecedoras. O silencio o acompanha, num toque das mãos ou num olhar. E aquilo que surge entre duas pessoas, penso eu, tem de ser guardado com zelo, carinho e cuidado, para que seja verdadeiro e conseqüentemente duradouro.

Que sejam felizes para sempre! (acredita!)
Que seja "Eterno"!!! ;-D

O casamento é um edifício que deve ser reconstruído todos os dias.
(André Maurois)

terça-feira, 7 de junho de 2011

SER POPULAR OU NÃO SER. Que diferença faz?



Nunca.
Nunquinha eu fui a mais popular da escola. Nem sei se isso era bem o que eu queria, mas penso que isso seja o que a maioria das pessoas queiram, pelo menos no período escolar.
Quando criança, eu era sim, uma das alunas mais populares da escola, mas por ter notas altas, o que me destacava.
Já no colegial, eu me perdia diante do boletim chapiscado de notas vermelhas e, consequentemente, isso não fez de mim a melhor aluna da classe.
Mas não me importava em não ser a menina mais bonita da escola, a que tinha os cabelos mais belos e o sorriso mais bonito. Aquela que andava com outras garotas tão lindas quanto ela e que era rodeada dos garotões de olhares fatais e cabelos bem penteados...
Eu não era uma delas. Nem mesmo ia pra escola de mini-saia e muito menos fazia as sombrancelhas.
Eu não era assim. Era rodeada de garotos sim. Mas todos amigos que me divertiam desde a hora que chegava, nos intervalos até o caminho de casa.
Naquela época, quando eu avistava aqueles grupinhos sempre em locais exclusivos, denominado "deles", eu pensava como seria ser popular como eles. Ser apreciado por todo mundo, ser sempre querido e ter pessoas implorando pra conversar comigo.
E confesso que, algumas vezes, essa idéia passou pela minha cabeça. Mas passou porque eu não tinha a menor noção do que aquilo representava para uma pessoa. Eu não tinha a menor noção de que ser popular me prenderia para sempre em um rótulo que logo seria esquecido pelas pessoas mas nunca por mim! Eu me veria uma adulta ainda me cobrando pelo tempo que era uma prisioneira da sociedade.
Feliz? Eles?
Feliz é aquele que pode ir e vir quando e como quiser, vestido da forma que quiser, sem se preocupar em ser alvo das pessoas ou de decepcioná-las por um comportamento inesperado.
Feliz é aquele que não é visto pela multidão, mas é livre para se expressar da forma que é e que sempre foi.
Quanto mais preocupado com a mídia e as pessoas eu me sinto, mais preso eu me torno e, sendo assim, em pouquíssimo tempo, mais infeliz.
Porque se dizem que sou a mais bonita, terei de ser sempre a mais bonita e isso consumirá meus dias. Me corroerá por dentro e serei companheira inseparável da vaidade que tentará me deixar a mesma apesar dos anos insistirem pelo contrário.
Serei mais uma vez, infeliz.
Serei sorrisos, olhares e movimentos bem ensaiados, mas jamais serei a verdade.
Então hoje, após alguns anos, eu percebo que fui mais feliz não sendo a pessoa popular que eu queria ser.
Cresci mais livre, menos preocupada e menos carrasca de mim mesma.
E percebo enfim, que ser popular ou não, querido ou não, desejado ou não, não faz a menor diferença!
Porque o que resta nisso tudo é o bem que eu mesma sou capaz de me proporcionar, sem a necessidade obsessiva do olhar da multidão.

;-)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A ALEGRIA DE BRINCAR



Minha barriga doeu. Chegou a me faltar o ar. Mas foi por uma boa causa. Foi de tanto que ri brincando feito criança. Almoço em família, irmão veio para mostrar sua boa experiência na culinária, sobrinhos reunidos. São cinco. Os sobrinhos. Mas hoje estiveram aqui quatro deles, incluindo a caçulinha de dois anos.

Sempre me achei avulsa no meio de minha família. Diferente de tudo, dos costumes e da forma de pensar. Cheguei a pensar até que a senhora cegonha havia errado o endereço e me jogado na casa errada. Nos braços errados.
Mas acredito mesmo que Deus sabe o que faz e sabe exatamente em que família devemos nascer.
As diferenças, elas existem e sempre existirão por onde você for. Mas quando estou diante de meus irmãos e mãe, quando todos estão conversando ao redor de uma mesa, me pergunto às vezes o que faço entre eles. Mesmo que eu conte meus casos engraçados e que a gente sorria bastante de muitos deles, eu insisto em me fazer esta pergunta.

Mas meu corpo agora cansado deixou essas questões na gaveta e brincou de ser criança.
Correu, se escondeu, brincou de pegar, de peteca, de bola... Nossa! Esqueci a dificuldade que era brincar dessa forma. Esqueci que eu não tinha mais 15 anos ou sete (a faixa etária dos sobrinhos). E ainda pra completar, foi difícil suportar os quilinhos a mais sobre meus joelhos.
Foi bom ver meu irmão mais velho se divertir apesar de todo o estresse do dia a dia. Foi bom eu colocar os pés no chão, perder a força na hora da gargalhada e pisar em um espinho. Quanto tempo eu não fazia nada disso! O sedentarismo havia me consumido aos poucos e alegria de brincar há muito não era sentida por mim.

Nosso terreiro se coloriu. Foi uma das imagens mais lindas que pude ver esse ano. E inclusive, riscarei na minha lista “ver algo belo” porque nesse dia eu vi.
Vi o sol da tarde brilhar os cabelos juvenis, vi as cores das risadas e o som das vozes estreitas. Nunca o nosso quintal ficou tão bonito! O verde das plantas e das árvores em mistura com corpos pequeninos correndo pelo espaço. Lindo. Maravilhoso.

Diante de tudo que vi e que vivi neste dia, mesmo com o corpo doendo, mas de coração sorridente, vejo que realmente Eckhart Tolle tinha razão quando disse que devemos fotografar cada momento de nossas vidas e arquivar na memória de nossa alma. Esses momentos sim merecem ser memorizados. Não as guerras, a corrupção, a violência e a dor. Mas a alegria, a inocência, o amor.

Avulsa na família ou não, recebi dela a coisa mais linda da vida: a beleza do conviver.

domingo, 5 de junho de 2011

"Os Seres Humanos Me Assombram"



Foi chegando do trabalho, que me colei no sofá para assistir a um filme que já estava passando, ao lado de minha mãe e irmã. Era um bom filme de ação, algo meio... tipo... surreal!! Mas divertido de se assistir.
Só que teve uma cena, que o personagem vilão (um deles, pois eram muitos) tira uma arma e começa a atirar no mocinho em plena via movimentada do centro de Nova York. Pessoas corriam... iiiiihhh... terrível.
Enquanto ele gesticulava tentando manejar a arma, eu fiquei a me perguntar: Quem será que criou isso? (falando da arma) Porquê criaram algo que seria responsável pela morte de milhares e mais milhares de pessoas?

Muitas ameaças começaram a aparecer no decorrer da história. Sim! As conquistas eram necessárias, as brigas pela terra, mulher, região...
Uma vez que uma simples criatura junto de outras criaturas começou a desejar aquilo que pertencia a outro, no dia em que a humanidade começou a se odiar e duelar, as armas começaram a ser fabricadas.
Pedras, madeira, ferro, evoluindo para as espadas, lanças, até conhecerem a pólvora e a evolução da grande forma de se destruir um outro ser humano foi estudada e confeccionada no decorrer dos anos.
Até o dia em que uma criança carrega uma dessas em mãos e tenta contra a vida de sua própria família.
Até o dia em que um jovem depressivo entra em uma escola e dissemina vidas inocentes.
E tudo começou quando o mal invadiu os corações humanos. E desde sabe lá quando, eles se destroem, degladiam e aniquilam pouco a pouco.
Basta um disparo para eliminar uma vida!
Fiquei pensando nisso ontem enquanto a imagem no filme da arma disparando passava em "slow motion".
Tantos anos levamos para alcançar a maturidade e vem uma bala e todos os nossos sonhos caem por terra...
A raça humana me desanima. Devo admitir.
Me envergonha, é bem verdade.

Quando li aquele maravilhoso e bem escrito livro do autor Markus Zusak, A menina que Roubava Livros, concordei em gênero, número e grau com as considerações de seu personagem, a morte, que dizia o seguinte:

"Tive vontade de dizer muitas coisas à roubadora de livros, sobre a beleza e a brutalidade. Mas que poderia dizer-lhe sobre essas coisas que ela já não soubesse? Tive vontade de lhe explicar, que constantemente superestimo e subestimo a raça humana _ que raras vezes simplesmente a estimo. Tive vontade de lhe perguntar como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes."

E termina dizendo:

"Os seres humanos me assombram."

Assombra a todos nós, pode apostar.
Mas tempos virão, em que as armas não serão necessárias, porque as guerras e duelos não mais existirão...

Esperar? rs
É o jeito.

E pra fechar, encontrei este vídeo pra dar uma balançada na cabeça da gente... rs (Paz na Terra)


Uma excelente semana aos meus amados! ;-)



sexta-feira, 3 de junho de 2011

VIOLÊNCIA NÃO GERA AMOR


"Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra." (Mateus, 5:4)

Começo mencionando esta passagem do Evangelho, porque ontem assisti uma palestra onde o tema "A violência" foi comentado um bocado de vezes.
Toda vez que me movimento, que saio pela porta da minha casa e me direciono a algum lugar, reflito sobre o que corre a minha volta, assim como o efeito que isso causa em mim.
As palavras daquela expositora me fez pensar sobre a forma que levamos nossas vidas.
Mansidão? Onde está?
Bem-aventurados os mansos, já dizia o grande Mestre.
E então, fica a pergunta para os amantes da violência:
Onde ela leva?
Onde estão todas aquelas figuras da história que tiveram vitórias através da violência?
Alexandre magno, Júlio César, Gengis Khan, Napoleão, Mussolini e Hitler?
Onde eles estão agora?
Somente os ignorantes acham que vencerão na vida através da violência, seja ela física ou mental.
Sim, meus amigos! A mental.
Aquela que todos praticamos constantemente, no momento em que desejamos mau à outra pessoa, quando invejamos, menosprezamos ou odiamos.

Segundo Rodolfo Calligaris, "tempos virão, entretanto, em que as relações humanas dos terrícolas serão bem outras."

Ele ainda conclui dizendo que: "Sob o império do amor universal, cada qual verá em seu semelhante um irmão, cujos direitos lhe cumpre respeitar, e não um adversário contra o qual deva lutar; o egoísmo cederá lugar ao altruísmo, de sorte que todos se auxiliarão mutuamente em suas necessidades; e porque ninguém cuidará de elevar-se sobre os outros, mas sim de superar-se a si mesmo, em saber e moralidade, os fracos e os pacíficos já não serão esmagados nem explorados, inexoravelmente, como estamos habituados a presenciar..."

Passo por aqui bem rápido, somente para, junto de meus leitores, mudarmos nossa visão perante a vida, perante as pessoas, por mais que isso seja muito difícil.
A violência está embutida em nossas palavras, camuflada em nossos gestos e disfarçada de sorrisos.
Não há necessidade de agressão física, muita das vezes. A violência mental, machuca, fere muito mais.
Podem acreditar nisso.

Bju no coração de todos vcs e que possamos ter ao menos um milésimo da mansidão que criaturas como Jesus, Gandhi, Francisco de assis e Madre Teresa de Calcutá tiveram... 


"Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a Terra."

(As citações foram retiradas do livro O Sermão da Montanha do autor Rodolfo Calligaris da Editora Feb)