sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

DIZEM POR AÍ...


Dizem por aí que tudo, com o tempo, se vai aprendendo. Dizem que você aprende a conhecer certas coisas e lidar com elas conforme vai envelhecendo, vivendo e experimentando. Mas se tem uma coisa que eu ainda não aprendi é deixar de me apaixonar.

Sei que o coração fica cansado, molinho, batendo fraco e em outros casos, parece rocha. Mas ainda assim, eu continuo a me apaixonar. 

Pode parecer uma sina, um azar, uma saga que passa de uma trilogia literária. Pode ser! Mas mesmo que meu coração esteja como está, eu sei que ele ainda sabe bater porque é ele que me diz que devo esperar e nunca, jamais, deixar de esperar pelo amor. Que seja ele vindo na forma de uma outra pessoa, seja ele na forma de mim mesma, quando me olho no espelho todas as manhãs. Eu poderia me apaixonar por mim! Como eu poderia!

Dizem por aí, que quando você se decepciona uma vez que em nenhuma outra você quer repetir o engano. Mentira. Você até pode não querer, mas, acaba repetindo. Sabe porquê? Porque somos assim, vivemos assim, numa busca alucinada pelo amor, pela paixão e somos capazes e saltar das alturas por uma fagulha que seja dessa experiência. 

Ah, dizem por aí que beber uma taça de vinho todas as noites acalma o coração. Mentira. Esquenta, ferve e você chora. Chora sozinho ou acompanhado mas você lamenta, quer, corre, luta, esperneia por paixão. Pode se passar milênios que o seu coração, o meu, o do seu vizinho, continuará nesse tormento de se apaixonar porque nascemos pra isso, nascemos para amar e mesmo que você pense que aprendeu tudo, logo o amor bate na tua porta e você percebe na prática que não aprendeu nada.

sábado, 6 de junho de 2015

E se eu me decepcionar?


Bom, tá que você chegou e me fez essa pergunta e eu, gentilmente, te respondi. Se você se decepcionar tudo o que posso te dizer é que...

"Normal! Acontece todos os dias. Você acostuma."

Parece algo meio frio, eu sei, algo do tipo "Ela não se importa" mas, não é bem assim. O que segue uma frase como essa é justamente o fato de eu ter me decepcionado trocentas vezes e hoje, definitivamente, levar essa frase comigo, como resposta para a sua pergunta e para as minhas próprias.


Já me decepcionei algumas vezes. Já fui cortada em tirinhas, massacrada e tive de engolir minha própria dor. Admito que, ainda hoje, continuo a me decepcionar. A gente pensa que amadurece, que depois das chicotadas se aprende mas, até que aprende. Só bem pouco. Temos um coração que ainda insiste em acreditar nas pessoas e fazer com que tenha olhos brilhantes diante delas e de seus gestos coloridos e encantadores. Aí, quando você pensa que não... Já levou outra trombada. 

Você não tem culpa. 
Não tanta.
Claro que sempre esperamos muito das pessoas e esse esperar é com certeza um dos grandes fatores do sofrimento mas, ora, que vida teríamos se não nos encantássemos? Que raio de vida sem graça a gente teria?

Ficar com raiva a gente fica. 


Raiva da gente, das merdas que a vida nos apresenta mas, pelo menos, vamos aprendendo um pouquinho mais com essa dose dolorida mas não letal. Podemos superar a decepção. Podemos superar o mal em nossas vidas, porque somos além desse mal. Somos mais que a dor, que o momento de lágrima, somos mais que os sentimentos ruins. 

Se eu acreditar nisso de verdade, eu jamais me importarei em me decepcionar por ter esperado muito de alguém porque eu sei que as pessoas erram, assim como eu erro também.

Beijinhos!


Aproveita e curta a minha página:

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quinta-feira, 10 de abril de 2014

"Dar o gelo" em alguém, funciona?


Esse termo "dar o gelo" em alguém, existe desde os primórdios. Desde o meu colegial e, quando observo nas redes sociais, apesar das mudanças de gíria, ele é usado constantemente. O significado de "gelar" uma pessoa é exatamente o seu real significado: frio, tratar com frieza. E porquê fazemos isso?

Vou te falar, o ser humano é uma criaturinha das muito complicadas e, com nossas manias, com nossos defeitos, egoísmo, orgulho, nos vemos sempre em situações onde magoamos alguém ou somos magoados, porque, afinal, convivemos com outras pessoas e cada qual bem diferente umas das outras. O resultado de uma atitude errada (ou interpretada assim) pela outra pessoa, recebe de retorno, atitudes como "gelo". 

Quando você já explodiu, gritou, xingou e não surtiu o efeito desejado, você opta pela 2ª opção: ignorar o coitado (ou coitada). 

Alguns bem que merecem passar por esse "momento frio" porque eu bem sei que tem muita gente abusadinha por aí, que fala sem pensar, que acha que as outras pessoas nasceram para servi-las ou que vão esperar por elas durante uma vida inteira até que decidem aparecer feito um lindo super-herói em sua janela dizendo: "agora estou pronto!"


E enquanto isso você fica esperando.

O quê?
Calma lá. Não é bem assim não!

Vamos à pergunta deste post: funciona?

Acho que em 70% funciona, pela minha experiência e pelas vezes que eu também usei do método. Nós amamos o que não temos, valorizamos o que não podemos possuir e, principalmente, aquilo que não beija nossos pés. Sendo assim, quando você está sempre disponível, cria uma caminha confortável para o outro indivíduo que o faz agir desinteressadamente te valorizando bem menos do que você merece. Tão acostumado a essa sensação de ser estendido tapete vermelho toda vez que passar, quando você não estiver mais jogando pétalas de rosas entre seus passos, com certeza ele irá parar e questionar: "Opa! O que mudou?"

Observando que algo mudou, que você não está mais tão disponível, "a falta" o fará voltar.

Esse é o famoso "amor de Eros", o amor da falta, do que não se tem, do impossível, do inatingível, do "descobri que amo depois que perdi".

É, somos sim um bando de sem-vergonhas mas, muitas e muitas vezes, o "gelo" funciona e funciona bem. 
Salvo alguns casos onde a criatura estava mais que afim de te ver longe então, ele suspira aliviado com sua ausência. 

Se valorize mais, é o recado de hoje. 
Se precisar tratar com frieza ou nem falar com alguém por um tempo só pra ver se vai funcionar, faça. Mas faça ciente de que também pode dar errado essa tática.
De qualquer modo, deixe que o outro sinta sua falta. Deixe que ele te procure, que implore e queira sua presença, sua companhia, suas palavras.


Afinal, o mundo é um grande supermercado e se você não for bem sucedido no departamento de congelados, que tal tentar no setor dos Orgânicos ou no açougue. Dá que você encontra um filé... (risos).


quarta-feira, 9 de abril de 2014

Quer chorar? Então CHORE.


Quando eu era criança, eu achava que as pessoas choravam demais. Via meu melhor amigo na escola cair em prantos por qualquer bobeira, minha mãe chorando pelos cantos ou recostada à cama, meu irmão quando entrávamos por engano no banheiro e o encontrávamos pelado, minha irmã mais velha quando ficava brava e parecia que sempre o mundo dela estava desabando. Até meu pai, já o vi chorar por diversas vezes e não gostei de nenhuma delas. 

Observar as pessoas chorando para uma criança, nem sempre quer dizer sensibilidade, emoção e sim, fragilidade. Eu acreditava que toda vez que alguém chorava, estava sendo um fraco. Eu chorava também, claro. Diante de uma família inteira que emocionava e se mostrava através das lágrimas, digamos que eu tenha seguido o exemplo. Eu chorava assistindo propaganda de margarina com a típica "família feliz". Talvez eu tenha chorado mais de despeito, de raiva, de remorso, do que de emoção ou tristeza. 

Quando meu pai faleceu, as pessoas disseram que eu era fria e insensível porque eu não estava chorando. Não sei exatamente explicar porquê uma pessoa chorona como eu, resolveu não chorar no enterro do pai. Acho mesmo que eu deveria estar dentro de uma bolha que me protegeu por um tempo, me impedindo de "sentir" a realidade naquele momento. 

Passado algum tempo, os choros vieram às prestações toda vez que eu me lembrava dele. E então, o choro virou companhia diária. Chorava quando comiam biscoitos na TV, quando o mocinho morria nos filmes ou quando a mocinha conquistava o amor da sua vida! Chorava de imaginar perdendo as pessoas que amo, chorei a vislumbrar pela primeira vez, a minha sobrinha caçula. Choro ao escrever, já chorei infindáveis noites vivendo a vida dos personagens e chorei quando pensei que meu mundo se acabaria quando perdi o amor da minha vida...

Não vou morrer do coração, isso é um fato. Não guardo nada dentro dele de negativo que não possa ter saído pelas lágrimas, que confesso, foram muitas, inúmeras. Encheriam um oceano.

Chorar é colocar pra fora aquilo que sua alma anda guardando e que nos mata aos poucos por dentro. Chorar é limpar nossa alma, fazer reviver nosso coração protegendo-o dos limbos sombrios da dor e da desesperança. Chorar é remédio, é alento, é calma.

Por isso, se tiver que chorar diante de algo que te incomode, chore. Se estiver feliz e seus olhos marejarem d'água, chore também. Não guarde a emoção, não retenha a emoção que quer explodir dentro de você! Deixe a lágrima cair, mesmo se não tiver alguém que as enxuga por você. Chore. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

Falta muito, Deus, para eu ser feliz?



Eu me sentei naquela pedra, olhei para o céu e perguntei a Deus:

_ Falta muito, Deus, para eu ser feliz?


Ele não me respondeu. Então eu insisti:


_ Deus, aqui... tipo... O Senhor sabe das minhas lutas, dos meus desejos e do que eu quero pra minha vida. Então, porquê o Senhor não dá mais um empurrãozinho? Falta muito pra eu chegar lá?


É sério que eu me fiz essa pergunta esta semana. Mesmo sabendo que os espiritualistas e Cia diriam que "a felicidade mora dentro de você mesma." É muito lindo.

Então eu me afasto da sociedade, viro as costas para a platéia, saio do palco e começo a subir as colinas. Vou em busca das respostas que eu procuro. Vou em busca de um bálsamo ridículo que pudesse, por hora, amenizar minhas ansiedades.

Você sabe e eu também sei que a vida muitas vezes é cansativa. Você busca resultados e eles não vem, você busca amor e não o sente, busca sucesso e o danado não aparece!

"O que é sucesso pra você?"

Me perguntaria um velhinho estranho à beira do caminho com trajes ainda mais estranhos e uma enorme barba branca. Mais cabelo na cara do que na cabeça. Normal. 


Eu responderia inutilmente (pois já saberia que estaria errada) que sucesso é ser reconhecido, ser admirado, desejado, apreciado e exaltado por todos! Eu diria que era ter tudo o que fosse preciso pra deixar um ser humano feliz e realizado. 


É, eu sei que soou pretensioso e materialista, mas, enfim, eu sabia que ele me responderia diferente. Eu sabia que ele me diria que o sucesso não quer dizer absolutamente nada disso e que eu sou uma tola se acho que minha vida inteira deveria se voltar para essa palavrinha "sucesso".

_ "E você acha que com esse sucesso você seria feliz?"
_ Acho. (baita sinceridade)
_ "E o que te falta pra alcançar tudo que deseja?"
_ Tudo. (respondi)
_ "Errou, querida. Falta começar."

Caraca, como assim??

O velhinho com certeza é mais um maluco fugitivo de um manicômio qualquer ou ficou tanto tempo longe da civilização que pirou completamente! Começar é tudo que eu faço! Sempre começo, recomeço... 

Mas pera lá, ele, deve ter alguma razão, né? 
Se não há resultados, devo estar errando nos "começos". 
Sucesso não é igual a felicidade. 
Você pode ter sucesso e poder e não ser feliz. Mas vai levar isso pra prática!
Não tem jeito, a gente sempre associa uma coisa a outra e é exatamente por isso que ficamos travados, sem desenvolver. A felicidade não pode estar associada ao sucesso do mundo, isso é fato!

O difícil é entender e aceitar. 

Mas bem que Deus poderia dar um empurrãozinho, ah isso poderia...! (risos)

sábado, 15 de março de 2014

"Fui Machucado".


Eu adoro ouvir as pessoas, apesar de adorar falar também. Adoro ouvir sobre suas emoções, sobre o que passaram, viveram e como se comportaram diante de situações que muitas vezes, eu vivi também. São esses bate-papos em um dia qualquer em meio ao nada que me inspiram.

Dentre tantos assuntos ligados à emoção, ao coração, o tema: "fui machucado" é justamente o que mais se ouve nessas conversas. E tantas vezes, essa frase vem acompanhada do medo de tentar de novo. 

Ainda bem que somos de carne e osso porque, se fôssemos de ferro, nem raciocinaríamos e nem nos machucaríamos, isso é uma realidade. Mas o machucar é fundamental. Sinal de que se permitiu sentir.

No ano passado, uma criatura teve o jeito para ME machucar. É. As pessoas sempre me machucam! Quer dizer, eu sempre permito que elas tenham esse poder sobre mim. Mas continuando... Quando a ferida em mim se abriu e eu perguntei um "porquê": a resposta foi "eu também já fui muito machucado!" Desse jeitinho. Com todas essas letras. Como se o fato de uma pessoa ter sido machucada por outra em um momento de sua vida, lhe desse o direito de ferir uma outra pessoa e assim ir passando pra frente como uma corrente estúpida e tenebrosa. 

Todos já fomos machucados na vida. Em qual dimensão, grau, for! Todos já fomos machucados. Só não foi quem nunca se permitiu viver nessa vida, quem nunca se permitiu sentir qualquer coisinha, por menor que seja. 


No final do ano, eu jurei e achei que meu coração estraçalhado não gostaria e nem desejaria experimentar qualquer nova sensação já que estava ferido demais, machucado demais, pela... milionésima vez nessa encarnação (sem contar nas outras!) Só que ele é sem vergonha, ele gosta de bater, de sentir, de ousar, de ir e se emocionar, porque ele sabe a força que tem pra se recuperar.


E você acha mesmo que nunca machucou alguém? Que nunca destruiu os sonhos de amor de alguém, ou a esperança? Acha mesmo que sua natureza egoísta não teve momentos em que agiu friamente diante de algo ou alguém que não lhe interessava? Será que não existiu ou ainda existe alguém que chora por você todas as noites?


Talvez não, talvez sim.
O fato é que quem tá na vida não tá isento de se machucar. De jeito nenhum. Somos frágeis quando o assunto é sentimento e, tem hora, que bancamos a durões vestindo uma armadura grosseira e gélida mas, no fundo, só estamos com medo de que o mal se aproxime de novo do nosso coração. Não temos todos a mesma força de recuperação e cada coração conhece seu terreno, sabe como é.

Mas olha, amigo ou amiga, vaí aqui uma dica:


Se num passado fomos feridos isso não pode impedir de que toquemos a vida e acreditemos ainda na pureza de sentimentos! Tudo tem seu tempo, todos têm o seu tempo. Uma hora, vai aparecer alguém que vai te desarmar por completo, te deixar aberto e frágil e, com certeza, irá tratar teu coração com tanto carinho que você nem saberá mais o que é ser machucado.


quarta-feira, 12 de março de 2014

Pensamento de uma Mulher Moderna



Hoje eu acabei me lembrando de uma frase que vi em um filme (uma dessas comédias românticas) onde a protagonista era Jennifer Aniston e ela dizia exatamente assim no momento em que o amor da sua vida não dizia se a queria ou não. Se sairia da moita ou não! O seguinte:

"Se eu posso viver sem você? Mas é claro que eu posso! Só não gostaria."

A típica frase das mulheres modernas, que sabem o que querem tanto na carreira quanto no amor e que buscam aquilo que querem! É lindo! É maravilhoso podermos ser mulheres nos tempos de hoje! Imagina só, naquele tempo em que éramos obrigadas a um casamento de conveniência e que nunca podíamos casar com o homem que amávamos? Daquele tempo em que mulher culta era uma afronta aos homens? E quando o casamento era aos 18 e as mulheres de 30 já eram umas coroas encalhadas?

Encalhadas tudo bem. Mas coroas? Ah, isso não.

Então eu afirmo aqui que amo o mundo de hoje em relação à posição das mulheres e a liberdade que temos para amar quem quisermos, casarmos quando quisermos (ou nunca) e termos uma vida independente da figura masculina (mesmo que ela venha somente de nosso pai).

A frase deixa muito claro que, se você quiser me amar, eu amarei você! Se quiser viver uma vida ao meu lado, eu a viverei com você e serei muito feliz por isso. Agora, se não quiser, o que se há de fazer? Vou morrer por você? NÃO. Vou ser uma pessoa infeliz pelo resto da minha eternidade? NÃO. Só irei lamentar no momento, mas, isso nunca me impedirá de continuar o meu caminho e de viver a minha vida.

É fantástico!
O roteirista foi mesmo brilhante quando escreveu esse diálogo e eu o admiro! (Não faço ideia de quem seja já que não me lembro nem o nome do filme! Haha). 
Mas é fato que deve ser UMA ROTEIRISTA porquê só ela pra entender essa força, esse desprendimento que vive na mulher moderna.

A gente vive muitos relacionamentos, a gente chora, esperneia, sofre, come, come, come, depois enche a cara, come de novo e... puxa! É tão cansativo às vezes que, é normal começarmos a pensar dessa forma. O desgaste, o amadurecimento gera uma falta de paciência pra certas atitudes que o mais digno e menos difícil é você deixar claro o que quer e, diante do silêncio, seguir sua vida. 

Ninguém morre por receber um "não"! 
Se fosse assim, eu já estaria a alguns palmos abaixo da Terra ou tomando sopinhas reconfortantes em Nosso Lar!


Resumindo: Vai buscar o que quer, o que deseja. Se o chute for na trave, se não marcar gol naquele momento, sai do campo ou tenta de novo e de novo mas, com a certeza de que você não precisa marcar o gol naquele campo sempre. Tem muitos estádios, gramados diferentes para se jogar e numa dessas, dá que você acerta, heim?


quinta-feira, 6 de março de 2014

Decepção: tema de conversa em Salão



Hoje foi um lindo dia!
Ah, sempre um lindo dia quando uma mulher vai ao cabeleireiro! Bom humor, sorriso, excesso de glamour e, parece até, que a danada da auto-estima passa dias escondida dentro de um salão de beleza e só te alcança quando você vai lá. Já repararam isso?


Enfim.
Como sempre acontece, a conversa é o que mais sai nas sessões terapêuticas de um salão e um dos assuntos foi sobre a decepção no amor e o que ele é capaz de fazer com uma pessoa.

Minha cabeleireira me contou que uma cunhada dela estava prestes a se casar e o ex-futuro marido a trocou por outra mulher. Disse ainda, que a traída era uma mulher incrivelmente linda e vistosa e que agora está um lixo. Segundo ela engordou, mudou-se de cidade pra ver se melhorava e toma em média 8 comprimidos diários. 

A decepção a consumiu por inteira! Os remédios são os únicos que fazem com que ela não queira se matar a todo tempo. Lamentável...

E foi a partir daí que ela comentou que também havia passado por algo parecido com a separação e que não acreditava quando as pessoas diziam pra ela "amanhã será diferente!". Ela não fazia ideia que esse amanhã chegaria e que ela superaria a dor. Falei por mim também que já enfrentei uma dor tão gritante que, naquele momento, acreditei que meu mundo se acabaria por completo. Mas ele não acabou! Eu me recuperei, estou bem e, quem sabe, pronta pra outra? E ela também está melhor! Agora, sua cunhada infelizmente escolheu sofrer, escolheu remoer a decepção e a dor ao invés de se recuperar, de ficar ainda mais linda e tomar de volta a sua vida.

O cara?
Pelo amor de Deus, os caras sempre estão bem!
Ele se casou com outra mulher, tem filhos com ela e etc. Pena ele também não ser trocado mas, gentissss!!! Essas coisas acontecem!! E como acontecem!!
Se morrermos toda vez que sofremos um desgosto amoroso, uma decepção, nem teremos vida!
Essas coisas (como muitos dizem) é experiência!

Se você estiver aí tomando remédios, deprimido por causa de uma decepção amorosa... meu filho ou minha filha, VIDA QUE SEGUE.

Veste seu melhor modelito, faz um penteado novo, faz um exercício, uma dieta, toma de volta sua vida! E faça com que ela seja melhor do que antes pra que alguém, realmente a mereça!

E deixa eu terminar de me cuidar aqui... Ops! ;-)



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Inferno de Ansiedade!


A ansiedade não deveria sequer existir entre a listinha de emoções e sensações de um ser humano, muito menos na mulher. Mulher já sofre em dobro, sente dores em dobro, tem mudanças hormonais em triplo e ainda por cima, é muito mais visitada pela ansiedade do que os homens!

Tenho andado de roer madeira!
Coisa de gente estranha mesmo e sei que isso deveria ser mais normal por ser comum. 
Todo início de ano a mesma coisa: "eu preciso mudar meu mundo inteiro porque o ano passado foi uma merda!" Aí eu resolvo começar aquela dieta, mudar de emprego, realizar um sonho, conquistar uma pessoa, criar um hamster, reformar a casa, encarar as dívidas, fazer algo novo e TUDO AO MESMO TEMPO! Como se o mundo fosse se acabar no dia seguinte!

Tá que pode, num sei.

Mas o que acontece com a cabecinha do ser humano diante de tantos desejos e tanta coisa por mudar? 
Ele ganha uma companheira, essa danada da ansiedade. 
Essa criatura te devora aos poucos, te engorda ou te emagrece (sorte de quem emagrece!), te joga na sarjeta, te tira o ânimo e também do sério, além, claro, de ser uma auxiliar ativa em te incentivar a fazer coisas sem pensar!

Ele tem só 20 mg.
Tomara que me ajude!
Mas eu nem recomendo a ninguém ingerir qualquer tipo de medicamento. Oh não!
E eu também poderia dizer coisas bonitinhas sobre formas emplastificadas de como abandonar sua ansiedade em formas naturais e encantadoras. Mas não irei fazer nada disso.

Tô vivendo minha ansiedade e a sentindo um pouco. A curtindo um pouco apesar de ela me deixar maluca na maioria do tempo. Quero demais e vou com tanta pressa que tropeço na primeira esquina porque não enxerguei por onde eu estava andando. Isso, eu não recomendo a ninguém.

Então, se você tiver formas de encontrar a paz, a tranquilidade, peço até que me indique essa nova receita. Particularmente, eu devo tê-la perdido pelo caminho ou nunca a conhecido.
Sabe como é, né? Mulher depois dos 30 com tantos erros e poucos acertos parece um rolo compressor querendo passar por cima do mundo. E a ansiedade que venha junto!!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

As pessoas não mudam, elas se revelam.


Você passa a vida inteira achando que conhece todas as pessoas com quem se relaciona. Você aprende a confiar nas pessoas desde criança quando precisa de seus pais pra tudo, pra andar, comer, te levar a escola e por aí vai.

Na adolescência você se apaixona perdidamente pelos novos amigos ou se isola completamente deles. Afinal, adolescência é uma fase muito estranha e fica difícil mesmo de falar a respeito ou usar como exemplo, né?
Mas é no colégio que você começa a descobrir os primeiros enganos, as mentiras, as traições e as "mudanças" nas pessoas.

Que coisa complicada é entender as pessoas!
Ainda vou buscar um cientista ou até trocar uma ideia com Deus pra ver se ele me esclarece a respeito da personalidade humana porque, eu juro, não entendo "patavinas".

Aí sua vida vai correndo e você vai observando as pessoas e tentando entender quem verdadeiramente são. Uma coisa é fato: você nunca saberá quem elas realmente são, então, NÃO INSISTA.
Elas são lindas com você por algum tempo e, em questão de segundos, tornam-se monstros daquela série que você detesta assistir na TV. Se modificam completamente. Se modificam? Isso é possível? Elas se modificarem ou ANTES usavam... máscaras?

As criaturas que chamamos de seres humanos que habitam este planeta são criaturas ainda em estudo. É possível que elas não se modifiquem ou talvez, que tenham vivido uma vida inteira carregando pesadas máscaras. Chega então, um momento e a tão colorida máscara cai, causando por vezes, alguns estragos.

Máscara cai ou VENDA CAI. Porquê?
Ah, porque você também tem culpa nisso, sabia? Você vive se iludindo, criando expectativas, vendo as pessoas através de seus próprios olhos e nunca através delas! Dessa forma, é fácil você se enganar. Você estava cego!

Diante dessa situação que havia acontecido comigo, sentei com minha irmã, psicóloga formada há séculos mas que não atua tanto na área quanto gostaria, e conversamos a respeito do meu espanto diante de estranhas reações de algumas pessoas. Eu só me perguntava: Porquê essa pessoa mudou tanto?

A resposta da minha irmã foi digna desse post:

"As pessoas não mudam, elas se revelam."

Elas apenas se mostram da forma que realmente são. Ninguém muda pra pior, por pior que seja a pessoa! Então se alguém teve uma crise ou agiu de uma forma estranha, mesmo que ela esteja passando por uma fase ruim, ela tem aquilo dentro dela. 

Minha irmã ainda acrescentou que as pessoas possuem várias personalidades, que isso é normal em ser humano mas, que algumas, se mantém do mesmo jeito até que seu calo seja pisado, seu ponto fraco seja cutucado. Nesse instante, a "fera se mostra". 

Mas é isso aí.
O jeito é você ir levando, criar menos expectativas sobre as pessoas, não se achar vítima de uma situação já que você também é culpado por ver o que quer, da forma que quer e é bom também ter um pouco mais de paciência porque, afinal, toooodas as pessoas são complicadas, usam máscaras e você também, bem que adora sair por aí, usando as suas, né?


domingo, 15 de dezembro de 2013

Será que um dia irei esquecer?



Essa é uma pergunta que já ouvi demais.
Ouvi de amigos, familiares, pessoas estranhas. 
Quantas vezes, você mesmo, não a fez?
A gente sempre se pergunta se é possível um dia esquecer algo que lhe marcou, doeu, feriu, entristeceu. Claro que, quando você pensa em esquecer é porque é bem provável que não foi bom, caso contrario, jamais iria desejar tal coisa.

Já vi gente próxima a mim pensando que nunca conseguiria esquecer uma traição, uma ferida cavada em seu peito por uma outra pessoa. Já vi homens grandes chorando feito criança, mulheres centradas perderem a linha e desejar a morte a esquecer...

"Será que um dia irei esquecer?"

Talvez você nunca esqueça. É um fato. 
Mas é possível que aprenderá a viver com essa marca. No início, você pensa que não, que nada faz sentido e que é tudo tão forte que parece impossível a mente deletar. Mas um dia ela deleta. O arquivo fica a tanto tempo guardado no fundo da mente sendo massacrado, substituído por tantos outros novos arquivos que são as experiências, novas pessoas, novas situações, sentimentos e vida, que uma hora, automaticamente, seu subconsciente vai deletar.

O tempo?
Varia.

Sei de pessoas que tomam remédio até hoje para superar o mal que lhe causaram. Sei de outras que preferiram não viver e serem esquecidas... Mas também sei de algumas que superaram, que deram a volta por cima e recomeçaram. Se esqueceram? Bom, algumas coisas são difíceis de serem esquecidas, mas elas não desistiram. 

Tem hora que eu digo pra mim mesma: "que saco é ter de recomeçar!" É um saco! Mas recomeçar é e sempre será a melhor opção, independente do que lhe tenha acontecido. 
Mesmo que a mágoa esteja estalando ainda no peito ou amargando na boca, é importante você mudar o foco e pensar exatamente assim: 

"remoer esse mal que me fizeram vale a pena?"

Alguns loucos vão achar que sim mas, ah, sei lá, deixe esses loucos viverem seu passado, estacionar num quadro que não faz mais sentido. Felicidade é podermos pintar novos quadros em nossa vida com as cores que desejarmos, com lembranças ou sem elas. 

Às vezes, não ter muita memória pra coisas ruins pode ser uma ótima opção de vida!

Uma ótima semana!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Você pode ser belo quando se quebra.


É fato que todo aquele que se permitiu sentir, amar, já quebrou o coração em mil pedaços algumas centenas de vezes!

Dia desses, em conversa com uma amiga, a gente tocou nesse tema: quando nos quebramos em mil pedaços. E ela me questionou, bem triste, se havia uma forma de juntar todos os pedaços quebrados dentro dela. Eu, sinceramente, acho bem impossível.

Se você rasga uma foto em pedaços, você pode até se empenhar bastante em colar as partes com fita adesiva mas, nunca a foto voltará a ser como era: inteira, perfeita. Se você quebra uma xícara de porcelana, pode ter o maior cuidado em colar as partes mas, a marca (aquela linha do quebrado) sempre estará presente na peça.

Nós também somos assim.
Nenhum papel quando se amassa volta a ficar perfeitamente liso como antes. Não tem jeito! Sempre ficarão marcas. Nunca ficará inteiro como antes.

Quando nos quebramos por dentro, a dor é praticamente física. Sentimos como se pedaços soltos flutuassem dentro do peito e nada que o mundo faça nos causa algum alívio. É extremamente doloroso esse processo e, muitas pessoas não conseguem e nem fazem ideia de como lidar com essas partes soltas. 

Nunca mais seremos inteiros, isso é um fato. Nunca mais nos juntaremos como antes, novinhos em folha. 

Mas quando eu vejo um vaso trincado, colado, eu entendo que ele viveu algo, passou por algo. Aquela cicatriz o torna mais belo, ele viveu algo, ele passou por algo muito intenso e hoje ele leva uma marca. Hoje você leva uma marca.

Leminski foi um cara muito inteligente ao falar da dor neste pequeno poema:

Um homem com uma dor
É muito mais elegante
Caminha assim de lado
Com se chegando atrasado
Chegasse mais adiante

Carrega o peso da dor
Como se portasse medalhas
Uma coroa, um milhão de dólares
Ou coisa que os valha

Ópios, édens, analgésicos
Não me toquem nesse dor
Ela é tudo o que me sobra
Sofrer vai ser a minha última obra

Nunca conseguiremos nos colar inteiramente, mas teremos medalhas no peito sobre todas as vezes que fomos quebrados, machucados e estilhaçados...
Não nos tornaremos inteiros mas, podemos cuidar bem das partes que restaram porque cada cicatriz que carregamos no coração é uma vitória, que diz ao mundo que PERMITIMOS SENTIR. PERMITIMOS AMAR.



Que venham as cicatrizes e as dores agudas.
Melhor assim do que passar pela vida intacto, mas sem ter sentido nada.

sábado, 30 de novembro de 2013

Que se dane essa de "seja forte"! Me deixe sentir. Eu preciso sentir.


Todo mundo diz que você tem de ser forte e você, até finge que é. Se olha no espelho todas as manhãs, fala pra você mesma que você lutou, venceu, que é mais um dia e que hoje será melhor do que ontem. 

Aí você senta em seu sofá surrado com uma dúzia de livros de auto-ajuda e devora-os! Acaba de ler e sai achando que o mundo é todo seu, que sua dor já foi vencida e agora é só seguir regrinhas básicas de comportamento de "não se estresse", "evite os sentimentos negativos que vivem em você" e outras tantas frases batidas nessa mesma linha. Daí você pensa por algumas horas que é feliz e que superou toda a sua dor, sua perda, sua raiva, decepção, mágoa. Você acha que se transformou, assim, como num passe de mágica, em questão de pouquíssimas horas!

Eu, particularmente, tenho infinita admiração por esses gurus, sábios que vivem em montanhas, em templos silenciosos dizendo: "consciência, consciência, consciência". Às vezes, falam "disciplina" também. Admiro todos eles e sua capacidade de lidar com os fatos que nos perfuram de frente sem ao menos serem atingidos. É sério. Sinto até inveja deles!

Sinto inveja porque, se eu pudesse encontrar uma forma de nunca permitir que o outro me moesse como 1 kg de acém fresco, eu o faria! Se eu encontrasse uma fórmula mágica de não permitir que o outro me atinja, eu beberia! 

Então eu penso em como seria bom eu ser livre.
Tão livre ao ponto de nada que você me faça, me atinja. Livre ao ponto de eu viver a minha vida sem se preocupar se atendo aos seus desejos, expectativas ou interesses. Livre ao ponto de ser apenas eu sem me preocupar em agradar você ou ser desejada e com milhares de homens correndo atrás de mim. 

Eu seria insuportavelmente LIVRE e essa sociedade idiota me deixaria pelos cantos, sabem porquê? Porque ela não quer alguém que ela não possa controlar e pessoas que não se controla são ameaças para esse mundo hipócrita em que vivemos!

EU NÃO SOU FORTE! Pronto.


Sou um ser humano, sou atingida, ferida, eu choro às vezes, você sabia?

Não, você não sabia porque você está muito ocupado em se preocupar consigo mesmo, com sua vida e com seu mundinho colorido. Mas e daí? 

Os problemas são meus, são seus e é você quem tem de resolver. Não é sua mãe e nem seu vizinho (mesmo que não faça o menor sentido seu vizinho entrar nessa história). 

E mesmo que você não seja forte, o sofrimento e a dor irão passar por você e mesmo que pense que não irá suportar você suporta, porque no fundo, a força vai passar por você. Mas enquanto ela não chega, vai chorar e bater um pouco a cabeça contra a parede e se debater contra o travesseiro antes de dormir, sem esquecer, claro, das tigelas de brigadeiro e da falta de banho porque todo mundo precisa sofrer e saber o quanto você está sofrendo!


Que se dane ser forte!
Só sinta o que tiver de sentir e deixe que a vida se encarregue do resto.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sou capaz de perdoar?




Neste final de semana estava eu, na casa de uma querida e, em um determinado momento, o irmão dela ficou na sala e ligou a TV. O programa era religioso, eu não saberia dizer qual, afinal não sou acostumava a assistir programas com pregações na Tv. Mas, exatamente quando eu estava passando pela sala, o apresentador (pastor, num sei) dizia:

"Que possamos pedir desculpas àqueles que nos machucam. Que possamos PERDOAR aqueles que nos ferem e fazem mal."


Bom, devido ao eu ter ficado parada no meio da sala, o irmão dessa amiga ainda comenta comigo: 
"_ Como é difícil, né?"
E eu penso: 
"como é difícil!"

Certa vez, eu escrevi um livro que, infelizmente nunca foi editado, onde um dos personagens, um advogado, se viu obrigado pelo bom senso e falta de opção, a defender a mulher que havia assassinado seu melhor amigo. Ela estava enlouquecendo e, sua vida corria sérios riscos e se ele não a defendesse, por "amor ao próximo", ninguém mais o faria. 

Lembro de vê-lo questionar:
_ Porquê eu? Como posso perdoar? Como? 

E o personagem mais "iluminado espiritualmente" da trama respondia:
_ Nós erramos todos os dias, por muitas vezes e sabe lá por quantas vidas e, mesmo assim, Deus perdoa a todos. Porquê não nós, meros seres criados por ele, não podemos fazer o mesmo?


Ok, você irá me dizer que está longe de ser iluminado e que perdão é algo que passa longe da sua condição inferior e atrasada de ser humano! E eu digo: tudo bem, você quem sabe, afinal, perdoar é difícil mesmo, né?

Mas eu também poderia dizer que todos os anos, dias, semanas, minutos, nós aprendemos algo com a vida. Aprendemos a relevar muitas coisas porque, os anos nos ensinaram o que vale e não a pena.

Eu fui muito machucada recentemente, ferida, me sentindo humilhada e feita de idiota. Eu odiei, chorei, esperneei e me perguntei mil vezes: "porquê?". Foi então que eu consegui ver o outro lado da questão. Voltei pra mim, pra minha vida, pra quem eu sou e para o que quero dela. Eu entendi que, se eu odiar, se eu guardar esse sentimento ruim no coração, sou eu que irei sofrer e não o outro!

Perdoar não é fácil. Mas compreenda. Compreenda que o outro tenha suas dificuldades, suas infelicidades e que, lamentavelmente, desconhece o amor, os sentimentos bons, o bom senso... Com certeza sofre por não ter tudo o que você tem, toda sua estrutura de família, de personalidade, de caráter. 

Não se prenda a um sentimento negativo. O mundo gira e tudo aquilo que fazemos para o outro um dia voltará para nós! Perdoar deveria ser mais simples, mas, já que não é, releve. Deixa passar. Viva por você, pelo seu bem estar, não faça um movimento sequer que vá se arrepender depois. Não vale a pena!

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Simples Alegria


Hoje eu enfrentei, como há muito não enfrentava, o centro da cidade. Tudo tão movimentado, milhares de pessoas indo de um lado a outro e... nada! Como sempre, nada. Levei um tempo (pra variar) observando cada uma delas que passavam por mim (pensaram que eu era meio maluca mas, tudo bem!) e eu achei incrível como nenhuma, simplesmente NENHUMA pessoa despertou qualquer coisa em mim! Nada. Nulo. Neutro. Isso sempre me ocorre quando paro para reparar algumas pessoas. Não sei ao certo se sou exigente em buscar algo que a maioria delas não têm ou se, o “algo” realmente é uma coisa para poucos. Muito poucos. Isso tudo que falo, claro, independe da beleza ou da forma como estão vestidas. Não têm mesmo nada a ver.
Quando então eu voltava pra casa, nesse dia que, admito, chato e sem sabor, um homem (vendedor de balas) entra no ônibus e anuncia sorrindo o seu produto. Ouço poucas palavras, pois eu estava entretida demais no meu fone de ouvido e com o “nada” que eu insistia em ver pela janela. Mas o seu barulho se fez ouvir, sua alegria. Nesse dia em especial, eu estava para pouquíssimos amigos e, triste, ate temi que ele viesse conversar comigo e insistir para que eu comprasse suas balas já que era exatamente o que estava fazendo com os demais passageiros. Eu ignorei. Estava mesmo para poucos amigos. Mas as outras pessoas no ônibus não o ignoraram (pra meu desencargo de consciência) e todas sorriam e ele falava alto, vendia seu peixe e contava casos, aparentemente engraçados (eu estava de fone, lembra? É, eu não tirei).
Eu o vi descer do transporte, se despedir das pessoas e ele, parece até que sabia, não me incomodou. Como eu disse, eu estava num daqueles dias onde se sente que a vida arranca-nos uma perna. Mas eu o vi descer, todo alegre, acenando para as pessoas e sorrindo todo feliz. Danei a me perguntar: “como pode uma pessoa que não tenha uma vida fácil ser feliz?”
Eu estava tão infeliz naquele momento que, eu só queria entender. A vida dele não era mole, se vestia simplesmente e mesmo assim... sorria e mantinha o bom humor, energia, alto astral e uma nítida parceria com a vida. Aquela vontade toda de viver!
E quanto a mim? Passando por um momento de tristeza querendo, bem lá no fundo, ter a garra e a metade que seja, da alegria e da força daquele homem.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

O PRESENTE é nossa única certeza.


O futuro é incerto. Não sabemos nada do futuro e tão pouco se teremos algum!
Já me perdi diversas vezes lendo cartas de tarô, pesquisando astrologia para que eu pudesse prever o meu futuro, para que eu pudesse ler o que me espera. 
Conheço um monte de gente que faz a mesma coisa e o pior de tudo é que, com essa ânsia de buscarmos o futuro, de fazer planos pra ele, de vivermos já lá, perdemos o mais valioso de todos os momentos: o AGORA ou PRESENTE, como o chamamos.

Sempre fui muito ansiosa e sempre tinha (tenho) a mania de querer adivinhar o que vai me acontecer depois. Vivia  (vivo) com o pé mais lá do que cá. E enquanto isso, tudo aquilo que vale mesmo a pena, vai se perdendo.

"Ah, amanhã nos encontramos ou a gente marca alguma coisa!" sou mestre em dizer isso.
Mas de que amanhã estamos falando, minha gente??


Tive um click agora quando lembrei que, inúmeros planos que fiz e que faço são todos para o futuro. Vivendo em prol do futuro, do "amanhã a gente se encontra", "amanhã a gente se ama", "No futuro quando a gente casar..." 

E foi a minha sobrinha de 4 anos, numa tarde em que eu a visitava, que me fez refletir. Ela ia para a natação e eu me enrolei e acabei por decidir em não acompanhá-la junto de minha irmã. Quando tudo estava certo pra ir e ela já tinha saído, me deixando no quarto, sentada à beira da cama, ela volta correndo e me pergunta:

_ Titia, você não vai mesmo?
Eu olhei pra ela com ternura, segurei suas mãozinhas e disse:
_ Ô, meu amor, deixa que a titia vai outro dia, tudo bem?
_ Tudo.
Ela saiu e quando chegou na porta do quarto disse:
_ Pode ser que eu não vá nadar outro dia.


Putz!

Uma menina de 4 anos me dar uma resposta dessas só me fez dizer imediatamente:
_ Ana Sofia, avisa sua mãe pra esperar dois minutos que vou trocar de roupa e ir te ver nadar!



Depois desse despertar vindo de uma boquinha tão jovem me deixou sem alternativa porque, apesar da pouca idade, ela tinha toda a razão: "Pode ser que eu não vá nadar outro dia". Pode ser, que eu não tenha outro dia, ela não tenha, ele! E aquele momento ali, junto dela, vendo-a sorrir pra mim de dentro da piscina, era tudo que eu tinha a certeza absoluta que eu tinha. O Agora, o Presente.

Então vamos parar de viver com os dois pés tentando pisar no futuro enquanto tudo que temos é o PRESENTE. Vamos viver agora, sentir agora, amar agora, dizer "eu te amo" agora porque o amanhã é muito incerto e, tudo que pode nos restar, é uma bendita dor que os humanos a chamam de ARREPENDIMENTO.


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Sábio Amor

 
Na verdade, eu não sei quantas pessoas costumam ler diariamente meu blog ou se, entram diariamente. Até porque não tenho postado mais artigos aqui com tanta frequência. No mais, acho até que isso não importa muito. Importa é o que irei dizer aqui.
 
Todos os dias aprendo lições. Lições tão importantes e de valor tão caro que faço questão de repassar de alguma forma.
 
Hoje, enquanto eu fotografava o pôr do sol com dois dos meus sobrinhos e quando compartilhava a mesa do cafè com minha sobrinha conversando, toda alegre, eu refleti. Refleti e cheguei a seguinte conclusão:
 
VALORIZE AS PESSOAS QUE TE AMAM DE VERDADE.
AQUELAS QUE NADA TE COBRAM E TUDO LHE OFERECEM.
 
É muito bom amar!
Mais alguns amores, precisamos aprender a valorizar mais que outros.
Alguns, conseguem, sem muito esforço, destroçar nosso coração com uma única mão.
E aí, me vem a pergunta:
Porquê insisto em doar amor a quem só me oferece dor?
 
Então eu olho para minha família, para o sorriso e o olhar verdadeiro das minhas crianças, vejo a procura dos amigos, a preocupação deles com meu bem estar e fico me fazendo essas perguntas. Há amor maior que esse?
 
O amor que aprisiona não é amor.
O amor que maltrata de mansinho como se arrancasse um pequeno pedaço todos os dias, não pode ser amor.
O amor é troca. É carinho. É doação.
É seguro, tem teto, tem cobertor no frio e ar condicionado no calor.
É confortável e te faz bem 24 horas por dia.
 
Eu fiquei um tempo observando o sol se pôr. Pensando em mim, pensando nas coisas que sinto e que senti de todas as formas durante todos esses anos de existência. E tirei a conclusão verdadeira que, o verdadeiro amor não faz sofrer.
Se, em algum momento de angústia, eu busco alguém ou um lugar para me refazer, é porque ali tem amor e tem o necessário para minha vida. Se eu procuro esse apoio em um lugar que julgo ter amor e não encontro, encontro apenas mais amargura e dúvidas, é certo que estou no caminho errado.
 
A gente precisa aprender com a vida e observá-la mais.
A gente precisa valorizar aquilo que realmente tem fundamento e que é real.
O resto, é só deixar que o tempo se encarrega de enviar para o seu devido lugar.
 
Muito amor de verdade pra você!
S2

sábado, 28 de setembro de 2013

Quando a dor te atropela...


Tá doendo muito?

Tudo bem que não estou falando de dor física (mesmo que algumas dores emocionais chegam a doer como tal), estou falando da dor na alma. Aquela que a gente sente toda vez que o mundo parece conspirar contra nossos propósitos de vida. 


Muitos são os tipos, tamanhos e exemplos de dores que, nem vou sair citando por aqui. Cada um, neste exato momento, sabe da dor que acomete sua alma avassaladoramente. 


Quando a gente brinca, no dia seguinte após um bom porre que "um caminhão passou por cima de mim" eu creio que essa frase teria mais sentido quando estamos sofrendo.

E como lidar com a dor?
Não, não vou ensinar aqui uma receita para eliminar a dor, já que sei, que cada dor é de uma proporção ou motivo diferente. Algumas são tão cruéis e densas que, se fosse possível, arrancaríamos de dentro de nós com as próprias mãos. Claro se, você quiser arrancar essa dor de dentro de você porque sei, que muita gente "alimenta" essa dor por longos anos ou por uma vida inteira.


Voltaire disse uma vez, que "a dor é tão necessária como a morte."

Bom, eu não faço idéia sobre o que ele quis dizer quanto a necessidade da morte (fala sério, morrer pra que, né?) que não seja o morrer todos os dias. Aquele morrer chamado "transformação". Mas a dor, sim, a dor é necessária.

Certa vez, uma amiga veio pra mim e lamentou algo a respeito de sentir dor. Algo do tipo que poderíamos ser poupados dela. Mas aí eu discordei. E comentei: você já pensou se o diamante não passasse pela dor de ser lapidado? Se a semente de uma linda flor não passasse pela dor da solidão e do escuro da terra até florescer? Se a cerâmica e o vidro não passassem pela dor do fogo escaldante?

Hoje é dor. Amanhã é experiência, é glória, é sabedoria, é beleza.
Toda alma se torna mais bela quando viveu uma dor, porque ela amadurece. ("um homem com uma dor, é muito mais elegante..." Leminski || Vale pra mulher também!||)

O que rola de não fazermos hoje é passar muito tempo lamentando ou aceitando o sofrimento e mantendo-o. A vida é muito mais que as quatro paredes do seu problema. A vida é mais adiante! 

E você? ah, você é maior que sua dor, seja ela qual for. 

E ainda tem algo que não podemos nunca nos esquecermos: da fé. Fé da vida eterna, fé dos reencontros, fé de um amanhã melhor, fé na recuperação, fé nas pessoas, fé no amor.

Meu amigo e minha amiga, tenhamos fé, que uma hora essa dor irá passar.
Mas é importante que você a deixe ir, tá bom?
Deixe a dor ir embora. Deixe ela ir pra onde deve ir. 
E siga sua vida.
Se lá na frente doer de novo, pelo menos, você já está experiente e vai se dar bem.

Fé!!!
Importante ter fé.

Menos dores pra você!!!
S2


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Meu mundo não é cor-de-rosa, mas tenho nele todas as cores que preciso.


"Eu não vivo em um mundinho cor-de-rosa" foi o que eu ouvi sair da boca de uma amiga quando eu falava da beleza das pessoas e da vida. 

Já sentiu a dor de errar o prego com um martelo e vê-lo acertar o seu dedo quando você o mira com toda força?
Pois é.
É bem tipo isso quando você tenta acertar na vida e erra. A dor cai toda sobre você.
Nessa hora, existem umas poucas opções: ou você se contorce de dor gritando, berrando sua ira aos quatro ventos ou encontra outros métodos para a dor passar. 

Eu já gritei muito com o mundo em muitas vezes que errei o prego. Mas nunca isso de nada me adiantou. O tempo passava e eu ia me tornando mais amarga e com medo de tentar novamente já que a dor havia sido terrível.

Hoje eu não quero gritar e nem me revoltar por ter errado. A dor me consome silenciosamente e mal a ouço. Sinto apenas, algo se dissolver lentamente dentro de mim, enquanto minha alma chora.

Mas essa mesma dor retirou o véu que me vendava. Não me revolto contra o mundo, nem contra todas as pessoas por um erro que, talvez, tenha sido meu mesmo. Eu ainda vejo cores na vida. Não as vejo cor-de rosa, mas vejo todas as cores que preciso para viver bem.

Abracei uma senhorinha esses dias e, senti tanto amor e tanto carinho naquela criatura que me fez entender que a vida é muito além de nossa cegueira causada pelas dores. A vida tem sorrisos, tem sonhos, tem abraços, afetos e leveza!

Sempre seremos decepcionados amanhã ou não!
Mas a vida segue rumos que não podemos controlar. Ela flui como nós deveríamos fluir também.
Não é porque me magoaram, me feriram, que deixarei de ter amor pelas pessoas.
Entenda, seu amor pode ter sido rejeitado por um, dois, três... mas e a maioria de pessoas no planeta? Não conta? Elas também rejeitaram você, te feriram e pisaram em você? Não. 

Então não culpe o mundo e todas as pessoas que vivem nele por você ter errado o prego e acertado seu próprio dedo, daquela vez...